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Curdos protestam nas ruas de Paris contra assassinato de militantes

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Via Armenews.com –

Centenas de curdos tomam as ruas de Paris em protesto contra a morte de três militantes
Centenas de curdos tomam as ruas de Paris em protesto contra a morte de três militantes

Assim que foi anunciada a morte de três militantes curdas em Paris, centenas de pessoas se dirigiram na última quinta-feira (10/01) para o local do crime em um bairro onde é forte a presença dessa comunidade, entoando gritos de guerra pró-PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) e anti-turcos.

A multidão chegou aos poucos no começo da manhã, após a divulgação da notícia. Os manifestantes, na maioria homens, se reuniram na calçada da rua Lafayette, próxima à Estação do Norte (Gare du Nort), antes de tomarem a rua e interromperem o trânsito, sob supervisão dos policiais.

Comandados por membros de associações curdas da França que formaram um serviço de ordem equipados com coletes coloridos, os manifestantes entoaram gritos como “Os mártires não morrem jamais! Elas não estão mortas!”, “Nós somos todos PKK!”, “Turquia assassina, Hollande cúmplice” e “Vergonha da Justiça francesa!”. Eles tremulavam bandeiras do PKK e outras com o rosto do líder carismático, preso na Turquia, Abdullah Öcalan.

A ira e a indignação era visível nos olhos de todos. Diante de um portão, mulheres com os olhos marejados pelas lágrimas se apoiavam mutuamente, enquanto uma delas se pôs a gritar: “Turquia fascista!”. “Isso é uma verdadeira tragédia para os curdos”, afirma Reax Edip Gultekin, 32 anos, na França desde os 12. “Há anos eles nos assassinam, nos massacram. Essas pessoas que foram mortas, não importa quem, são refugiadas políticas. Se elas são assassinadas hoje, isso nos inquieta. Isso quer dizer que mesmo em um país como a França, a gente não está protegido.” Gule Contay, amiga da mais jovem das vítimas, em lágrimas disse: “Eu não sei o que dizer, eu estou apavorada. Não consigo entender.

“Eram pessoas que se dedicavam aos curdos. Elas eram a voz dos curdos na França e na Europa”.

Em um comunicado distribuído no local, a Federação das Associações Curdas da França pediu para “todos os curdos da Europa se reunissem em Paris para denunciar esse ataque”.

Rapidamente baixadas da internet, as fotos das três vítimas foram impressas na forma de cartazes que os manifestantes afixaram no peito.

Os gritos e os slogans dobraram de intensidade quando os três corpos, enrolados em lençóis azuis, foram tirados do Centro de Informação do Curdistão, que funcionava no primeiro andar do imóvel, sem identificação, para o Instituto Médico Legal de Paris a bordo de um veículo.

Atrás de uma bandeira escrita, em curdo “Nós nos vingaremos!”, os manifestantes partiram em cortejo até a sede da Federação das Associações Curdas da França, na rua vizinha de Enghien, onde eles se reuniram e ouviram dos responsáveis da comundiade que se dirigiram à multidão através de porta-vozes, antes de dispersarem, ordeiramente, por volta das 13 horas.

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