O governo da Armênia planeja contrair cerca de 300 milhões de euros (1.8 bilhões de Reais) em novos empréstimos para investir no desenvolvimento da província de Syunik e em programas habitacionais destinados aos armênios deslocados de Nagorno-Karabakh (Artsakh).
No acordo com o Banco Europeu de Investimento, um empréstimo de 50 milhões de euros será direcionado ao programa Resilient Syunik. Esse montante deve financiar melhorias em abastecimento de água, infraestrutura educacional e serviços de saúde na região. O objetivo é fortalecer a resiliência econômica e elevar o padrão de vida em uma área estratégica, marcada por vulnerabilidades de segurança e pela chegada de deslocados.
Paralelamente, um empréstimo de 250 milhões de dólares com o Banco Asiático de Desenvolvimento, inserido no programa THRIVE, busca estruturar um sistema de habitação sustentável e inclusivo para refugiados de Artsakh. A iniciativa combina financiamento de moradia com reformas institucionais e regulatórias no setor habitacional, para que o apoio não seja apenas emergencial, mas de longo prazo.
O mecanismo habitacional aprovado desde meados de 2024 funciona principalmente por meio de certificados e hipotecas via bancos comerciais, com o Estado cobrindo principal e juros por dez anos. Isso permite às famílias deslocadas comprar ou construir moradias em diferentes regiões da Armênia. Milhares de famílias já conseguiram adquirir imóveis ou receberam certificados e seguem procurando casas e apartamentos, mas a demanda total ainda supera em muito os resultados alcançados até agora.
As condições financeiras do empréstimo do ADB incluem prazo de 27 anos, dez anos de carência e taxa de juros em torno de 4,8%, além de um componente adicional em forma de doação. Setores da oposição, porém, alertam para o risco de aumento do endividamento externo sem mudanças estruturais suficientes na execução das políticas sociais e na governança dos programas.


