Em livro, Obama fala sobre reconhecimento do Genocídio Armênio

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Em seu recente livro de memórias A Promised Land, lançado no último dia 17 de novembro, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama conta como sofreu pressão para reconhecer o Genocídio Armênio durante o mandato e que não o fez para manter boas relações com a Turquia.

Obama foi presidente dos EUA entre 2009 e 2017 e todos os anos no 24 de Abril, data que marca o início do Genocídio em 1915, emitia uma declaração em solidariedade aos armênios, mas usando palavras como “atrocidades em massa” e “tragédia”.

Durante a campanha, em 2008, Obama prometeu reconhecer o genocídio como tal caso fosse eleito, como pode ser visto abaixo (ative as legendas):

Leia a passagem do livro abaixo:

 

Ela [Samantha Power] ficou destruída, por exemplo, quando no Dia da Memória Armênia eu deixei de reconhecer explicitamente o genocídio dos armênios no início do século XX pelas mãos dos turcos (a necessidade de nomear o genocídio inequivocamente foi uma tese central de seu livro). Tive bons motivos para não fazer uma declaração na época – os turcos estavam profundamente sensíveis ao assunto e eu estava em negociações delicadas com o presidente Erdogan para administrar a retirada dos Estados Unidos do Iraque – mas, ainda assim, ela me fez sentir péssimo. Mas por mais exasperante que a insistência de Samantha pudesse ser, de vez em quando eu precisava de uma dose de sua paixão e integridade, tanto como um termômetro de minha consciência e porque ela frequentemente tinha sugestões específicas e criativas de como lidar com problemas complicados que ninguém da administração estava investindo tempo pensando neles.

Ainda em 2017, a ex-embaixadora dos EUA na ONU e autora de um livro que critica o governo americano por historicamente não reconhecer genocídios, Samantha Power, escreveu em suas redes sociais se desculpando por não terem reconhecido o Genocídio Armênio. “Lamento muito que, durante nosso mandato, nós na administração Obama não tenhamos reconhecido o Genocídio #Armênio. Quase todas as famílias armênio-americanas foram afetadas de alguma forma pelo genocídio. A negação turca em curso torna o genocídio uma ferida aberta… Pensando nos armênios de todos os lugares no Dia da Memória do Genocídio Armênio. 102 anos atrás, as autoridades otomanas iniciaram um massacre que mataria 1,5 milhões”.

Marcelo Mirzeian Co-criador do Portal Estação Armênia. Engenheiro Mecânico e de automação, Descobri a ascendência armênia tardiamente e tenho me dedicado à criar conteúdo online para a comunidade desde então. Atualmente morando em Toronto.

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