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Khadija Ismayilova é libertada após Amal Clooney levar caso à Corte Européia de Direitos Humanos

Khadija

Via Ayoupen
Tradução: Maria Carolina Chaves Indjaian


Corte azerbaijana ordena a soltura de jornalista apoiada por Amal Clooney

Uma jornalista investigativa azerbaijana, presa desde dezembro de 2014, será libertada por ordem da Suprema Corte do Estado.

A sentença de sete anos e meio para Khadija Ismayilova por corrupção causou indignação internacional e sua causa foi assumida pela advogada de direitos humanos, Amal Clooney.

Críticos argumentam que ela foi escolhida por investigar empresas próximas à família do presidente Ilham Aliyev.

A corte comutou sua sentença a uma pena de suspensão de três anos e meio.

Ismayilova fez alegações desvios de fundos maciços de petróleo por ministros do governo. Durante o seu julgamento ela disse que não era uma coincidência que ela tivesse sido acusada de peculato e evasão fiscal, uma vez que estes eram os crimes sobre os quais ela tinha escrito e falado.

Ela ficou muito conhecida no Azerbaijão por um talkshow no serviço azerbaijano Europa Livre/Rádio Liberdade (RFE/RL), mas o seu tom franco levou à ataques pessoais e acusações de ser pró Armênia ou uma agente internacional.

Presa no final de 2014, ela foi levada à julgamento em julho do ano passado, em um processo que ela condenou como sendo politicamente motivado. A Anistia Internacional descreveu Ismayilova como uma prisioneira de consciência.

A razão por trás da decisão da Corte em libertar a senhora Ismayilova é incerta. Mas o time da Sra. Clooney submeteu o caso à Corte Européia de Direitos Humanos em março e uma decisão era esperada.

Em um relatório ano passado, a organização internacional não-governamental Human Rights Watch acusou o Azerbaijão de intensificar a repressão contra seus críticos e usar “falsas acusações” para aprisioná-los. Também alegou que tortura e maus-tratos eram usados com impunidade.

O presidente Aliyev rejeitou veementemente as alegações de abusos de direitos humanos.

Sobre o autor

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Colaboradora. Carioca da gema que viveu em Curitiba desde criança e agora é cidadã do mundo. É advogada, profissional humanitária aficcionada por Direitos Humanos e defensora de minorias. O coração e o sangue sempre falam mais alto no que diz respeito à Armênia.
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