Home Da Redação Tashnagtsutiun, CNA Brasil e ativistas armênios participam de debate sobre democracia na Turquia, no Instituto Fernando Henrique Cardoso

Tashnagtsutiun, CNA Brasil e ativistas armênios participam de debate sobre democracia na Turquia, no Instituto Fernando Henrique Cardoso

1

Na última quinta-feira, dia 21 de maio, o Instituto Fernando Henrique Cardoso recebeu os jornalistas turcos Cengiz Çandar e Hasan Cemal para um importante debate sobre os rumos da democracia na Turquia na Era Erdogan.

O debate foi mediado pelo Prof. Sergio Fausto, cientista político e diretor executivo do Instituto, totalmente em inglês e sem tradução simultânea.

à partir da esquerda: Cengiz, Sergio e Cemal

O jornalista e escritor Cengiz Çandar é fundador do Movimento Nova Democracia e um dos mais renomados ativistas na luta pelos direitos humanos.

Hasan Cemal, neto de Djemal Pashá, um dos responsáveis diretos do genocídio armênio de 1915 é hoje uma das vozes mais poderosas na defesa dos reclamos armênios. Hasan Cemal é uma marca do jornalismo democrático turco com passagens por jornais como Cumhurriyet, Sabah e Milliyet. 

O papel da Turquia no Oriente Médio e seus conflitos foram amplamente discutidos e questionados pelos presentes. No explosivo xadrez da região os desdobramentos da vida política turca com a ascensão do autoritarismo do governo Erdogan e sua política externa.

O jornalista Cengiz Çandar disse que a Turquia não combate o Isis diretamente para não confrontar as células do próprio que estão no país. “Existe então um apoio às forças armadas externas mas não um reconhecimento que o órgão exista dentro da própria Turquia”.

Captura de Tela 2015-05-22 às 17.18.03Em sua fala o jornalista Hasan Cemal deixou claro que é necessário um diálogo maior entre os civis turcos e armênios. “Os primeiros precisam crescer e os segundos, por sua vez, se curar”, disse. “Estive em Yerevan ano passado pois meu livro foi traduzido para o armênio. Lá alguns universitários me perguntaram por que eu havia escrito o livro (1915: Ermeni Soykırımı  – Inglês: 1915: Armenian Genocide) se meu avô foi um dos generais turcos mandantes do genocídio. Isso mostra que temos que conversar mais e abrir nossas fronteiras”, conclui. Eu escrevi este livro exclusivamente devido a morte de Hrant Dink.

Interpelados por um dos ativistas armênios que citou o assassinato do jornalista de origem armênia Hrant Dink, em Istambul no ano de 2007, além do alto número de mortes e prisões de jornalistas na Turquia, se eles não temiam pelas próprias vidas, Cemal foi enfatico: “Nós trabalhamos com muito medo”.

Outros dois ativistas da coletividade armênia conseguiram fazer suas perguntas aos palestrantes, especificamente sobre o tema Genocídio Armênio e lei 301 do código penal turco. Os debatedores responderam dizendo que o reconhecimento formal está distante, mas que estão acontecendo várias ações paralelas, além de plataformas paralelas de aproximação que vão estabelecendo diálogo entre os dois povos.

Estavam presentes no seminário profissionais das relações internacionais além de estudantes, jornalistas, membros do Centro Cultural Brasil Turquia e da comunidade armênia de São Paulo além do próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Veja  imagens abaixo:

 

Comment(1)

  1. GOSTARIA MUITO DE TER PARTICIPADO DESSE DEBATE, POREM SOMENTE AGORA QUE LI A NOTICIA É QUE FIQUEI SABENDO. NO MINIMO DIGO QUE ESTOU "CHATEADO", DO PQ ESSE DEBATE NÃO TER SIDO DIFUNDIDO ENTRE A COMUNIDADE. ESSE E O NOSSO PROBLEMA AQUI NO BRASIL, CADA UM PUXA A BRASA PARA A SUA SARDINHA, NÃO PERCEBENDO QUE ESTAMOS TODOS NA MESMA MESA.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *