Home Da Redação Senador australiano quer que seu país reconheça o Genocídio Armênio

Senador australiano quer que seu país reconheça o Genocídio Armênio

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Esta semana, o senador australiano Nick Xenophon, informou que solicitará à Câmara Alta de seu país que reconheça o genocídio Armênio, perpetrado pela Turquia Otomana, em 1915.

O senador australiano reafirmou a realidade histórica do genocídio Armênio e citou também a matança de outros povos dentro do império Otomano, como o grego e assírio, pavimentando assim o caminho para a Câmara Alta reconhecer oficialmente esses crimes contra a humanidade.

Em declaração no Senado no dia 12 de outubro Xenophon disse: “De 1915 a 1923, o povo armênio, grego e assírio foram vítimas do primeiro genocídio da era moderna. Os números exatos não são conhecidos, mas estima-se que mais de 3,5 milhões de pessoas morreram como resultado de atos, deliberados, sistematicamente planejados pelo Império Otomano”.

Segundo o Xenophon, as comunidades armênia, grega e assíria na Austrália e em todo o mundo “merecem ter essas atrocidades do passado reconhecidas”.

“Nos próximos meses eu estarei trabalhando com o Comitê Nacional Armênio (CNA Austrália) a fim de formular um movimento para colocar em votação no Senado, e eu vou incentivar todos os meus colegas a apoiá-lo”, acrescentou.

Xenophon reafirmou que a Austrália não reconheceu formalmente o genocídio Armênio por causa das relações diplomáticas com a Turquia.

“Se não reconhecemos a história por medo de ofender outro país, onde é que vamos traçar a linha (estabelecer um limite)?
Quando é um evento é um problema grave o suficiente para nós assumirmos o risco?
É hora da Austrália escolher sua opção.  Ou reconhecemos esses genocídios, ou nos recusamos. Se não tomar uma posição sobre esta questão, precisamos considerar o isso quer dizer sobre o nosso país “, enfatizou o senador.

 

Fonte: au.greekreporter.com

Armen Kevork Pamboukdjian Editor-chefe e redator do Estação Armênia. Nascido na capital Paulista, é formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho, em skate pela faculdade das ruas e em causa armênia pela universidade da luta e resistência.

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