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150 mulheres , duas cidades e um destino : H.O.M – Arpi e H.O.M – Massis

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Na última quarta-feira, dia 2 de março, tive a honra de fazer parte da mesa de convidados do almoço promovido pela H.O.M – Associação Beneficente de Damas Brasil – Armênia em sua sede em São Paulo (foto acima).

Para nossa honra e alegria a mesa era capitaneada pela Excelentíssima Consul Honorária da República da Armênia em São Paulo, Sra. Hilda Dirouhy Burmaian e pelo Primaz da Igreja Apostólica Armênia no Brasil, Bispo Nareg Berberian junto com o Arcipreste Der Yeznig Guzelian.

A Presidente da filial Arpi, Sonia Nicolian Muradian e as diretoras, com sua costumeira dedicação, nos deram a oportunidade de celebrar o Mitching que foi didaticamente explicado pelo Bispo Nareg Berberian:

  • “Durante a quaresma fazemos o jejum. Não comemos carne. É uma forma de nos penitenciar e levar a reflexão sobre nossos atos e condutas. É uma forma de fazermos o balanço do ano que passou. Na tradição armênia o Mitching significa meio, metade. Justamente nos 20 dias da quaresma os armênios se reúnem para fortalecer a sua fé e jejuar mais 20 dias”.

Naquela mesma hora a H.O.M – Massis de Osasco também realizava seu almoço de Mitchink. A Presidente da Filial, Ovsana Koukdjian e as diretoras igualmente fizeram valer essa tradição tão armênia acompanhadas do nosso Arcipreste Der Boghos Baronian.

Na qualidade de representante do Comitê Tro do Tashnagtsutiun (Federação Revolucionária Armênia) e acompanhado do também dirigente Hovhannes Kiledjian participei de um maravilhoso encontro.

Mas muito mais do que isso.

A H.O.M (São Paulo e Osasco) e sua obra de benemerência continuam vivas por décadas a serviço da comunidade armênia e da comunidade maior.

A H.O.M. (Armenian Relief Society) é um patrimônio da armenidade. Na Armênia, nos EUA e Canadá, na América do Sul, Austrália, Oriente Médio e Europa ela tem um papel relevante. Mas hoje, em Karabagh, em Djavakh (região de maioria armênia na Geórgia) e na Síria tão maltratada, a H.O.M. é uma das entidades que de forma desinteressada se preocupa com o ser humano. Sua atuação determinada na assistência às famílias, crianças e idosos se transforma em exemplo e emociona.

No mundo todo, milhares de mulheres assumem o papel protagonista nessa frente e de forma silenciosa colaboram de maneira determinante para amenizar dor e sofrimento de irmãos desamparados.

Nós armênios precisamos da H.O.M, mas hoje mais do que nunca todos precisamos entender que essa valiosa entidade precisa de nós.

Aqueles que não conhecem a H.O.M. devem se informar e ajudar. Aqueles que me dão a alegria de ler mais esse meu texto procurem participar das entidades armênias. Elas são nosso elo com a mãe-pátria e com nossas origens. Saber de onde se veio é fundamental para saber para onde se vai.

Parabéns H.O.M – Arpi e H.O.M – Massis. Ao reunir 150 mulheres em torno de vossas bandeiras provam que continuam fazendo a diferença.

James Onnig

Sobre o autor

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Professor de Geografia e Geopolítica. Fleumático, colérico, sanguíneo e melancólico.
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