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Armênia exige o fim das tensões na fronteira entre Karabakh e Azerbaijão

(Armênia Press Service) – O Ministério da Defesa da República da Armênia emitiu uma declaração a respeito das crescentes tensões na linha de fronteira entre Nagorno Karabakh e Azerbaijão, que deixou vários soldados mortos nos últimos dois dias.

Azat Asoyan e Ararat Khanoyan, mortos em combate contra forças azeris

Azat Asoyan e Ararat Khanoyan, mortos em combate contra forças azeris

“As táticas usadas pelas forças militares do Azerbaijão contradizem completamente o espírito e a lógica das negociações no âmbito do Grupo de Minsk da OSCE para a resolução de conflitos”, diz o comunicado. “As Forças Armadas do Azerbaijão não desistem de suas tentativas de se infiltrarem nas posições militares armênias. Várias peças de artilharia pesada, lançadores de granadas, morteiros, armas anti-aéreas e mísseis foram usados contra posições do Exército de Defesa da República de Nagorno Karabakh e contra cidades fronteiriças. Como resultado, a perda de vidas em ambos os lados está crescendo”.

O Ministério da Defesa da República da Armênia convoca o Azerbaijão a abster-se de recorrer a medidas que podem aumentar a tensão na região e instou a fazer esforços para estabilizar a situação na fronteira. Finalmente, a declaração adverte que se persistirem em operações desse tipo, a relação com o Azerbaijão será ainda mais tensa. “Seremos forçados a retaliar”, diz o ministro, em referência aos ataques azeris também contra o território da República da Armênia nas últimas semanas.

A origem do conflito remonta a 1920, quando o exército soviético ocupou o Azerbaijão, a Armênia e Nagorno Karabakh, território historicamente armênio que fazia parte da República da Armênia. Em 1921, por decisão de Stalin, Nagorno-Karabakh tornou-se uma região autônoma no Azerbaijão Soviético com população de maioria armênia.

O conflito atual começou em 1988, ainda durante a existência da URSS, e aos poucos se transformou em um confronto armado quando o Azerbaijão respondeu violentamente à vontade popular e pacífica de reunificação Nagorno-Karabakh com a Armênia. Em maio de 1994, foi assinado um acordo de cessar-fogo pelos representantes das repúblicas da Armênia, Azerbaijão e Nagorno-Karabakh, que é constantemente violado pelo exército azerbaijano.

Em 1991, a República de Nagorno Karabakh foi fundada por um referendo popular e conseguiu estabelecer-se como uma república com todas as instituições democráticas, o Estado de Direito e lutando por seu reconhecimento internacional.

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