Exercito armênio evita tomada de posição em ataque do Azerbaijão

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Fontes :
PanArmenian, News.am, Panorama.am, Aysor, Horizon Weekly
Província de Tavush

Por volta de 12h30 de domingo (horário de Yerevan), as Forças Armadas do Azerbaijão tentaram violar a fronteira da Armênia na região de Tavush, com um veículo modelo UAZ, segundo informações de Shushan Stepanyan, porta-voz do ministro da Defesa, em seu Facebook.

Após o aviso do lado armênio, os militares do Azerbaijão voltaram à sua posição, deixando o veículo para trás.

Às 13h45, os militares do Azerbaijão repetiram – usando fogo de artilharia – a tentativa de tomar a posição, mas foram reprimidos pelo lado armênio e recuaram, sofrendo baixas.

À noite, o Azerbaijão voltou a atirar. Os disparos continuaram durante toda a noite. Todas as tentativas do oponente foram neutralizadas por unidades armênias.

Hoje pela manhã, os azeris retomaram ações provocativas. Segundo Stepanyan, as forças armadas armênias deram uma resposta adequada.

Não há baixas do lado armênio. Até o momento foram confirmadas as mortes de três soldados do Azerbaijão e outros quatro foram feridos.

Leia abaixo a declaração do Primeiro Ministro armênio, Nikol Pashinyan, publicada no Facebook:

Pashinyan durante reunião nesta manhã

“Caros colegas, queridos cidadãos!

Ontem, 12 de julho, as Forças Armadas do Azerbaijão realizaram ações provocativas na fronteira entre Armênia e Azerbaijão, atacando nossas posições fronteiriças na direção da vila de Movses, região de Tavush.

Condenamos veementemente as ações provocativas das forças armadas do Azerbaijão, que foram retomadas nesta manhã.

Com a retomada, a liderança político-militar do Azerbaijão assumirá toda a responsabilidade pelas consequências imprevisíveis de prejudicar a estabilidade regional. Da mesma forma, estamos profundamente preocupados com a tentativa da Turquia de minar a estabilidade regional, que é bem ilustrada na declaração oficial do Ministério das Relações Exteriores do país, onde este apoia incondicionalmente as ações do Azerbaijão, dentro de sua postura anti-armênia explícita e tradicional.

Este incidente militar não ocorreu isoladamente. Há algum tempo, a liderança do Azerbaijão tenta usar a carta anti-armênia por seus motivos bem conhecidos. É possível que estejamos lidando com a situação em que a liderança político-militar do Azerbaijão tenta responder aos desafios domésticos instigando a escalada nas fronteiras e realizando ações sem sentido, em desrespeito às vidas humanas, incluindo a vida dos soldados do Azerbaijão.

O fato de o Azerbaijão não ter participado do apelo do Secretário-Geral da ONU para declarar um cessar-fogo global durante a pandemia é um exemplo. Acontece que quanto mais a pandemia se espalha no Azerbaijão, mais a situação socioeconômica piora, mais a liderança político-militar do Azerbaijão intensifica sua retórica anti-armênia e beligerante.

Em vez de exortar seu próprio povo a respeitar as medidas preventivas de saúde contra a propagação da pandemia, a liderança do Azerbaijão lança ameaças de guerra, como se a retórica anti-armênia fosse o melhor remédio contra o coronavírus.

Caros cidadãos, queridos colegas!

Garanto-lhe que nenhuma ação provocativa fica sem resposta.

Convido a todos os nossos compatriotas a expressarem seu apoio incondicional às nossas forças armadas, soldados e comandantes, que atualmente estão firmes na defesa de nossa pátria. Eles devem ter um forte apoio, cada um de nós faz parte disso.

Peço que nossos compatriotas confiem apenas em fontes oficiais. A resiliência da informação de nossa sociedade neste período é uma das garantias mais fortes da vitória do exército armênio.“

O ministro da Defesa, Davit Tonoyan, instruiu as Forças Armadas da Armênia a responder às provocações do Azerbaijão como for necessário, até mesmo “assumindo novas posições favoráveis”.

Tonoyan conversou com o Representante Pessoal do Presidente em exercício da OSCE, Andrzej Kasprzyk, por telefone e revelou que o Exército Armênio e a equipe de comando foram ordenados a manter restrições por enquanto.

A Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) realiza uma reunião de emergência nesta segunda-feira para discutir os ataques.

“Dada a escalada na fronteira entre Armênia e Azerbaijão causada por confrontos perto da província de Tavush em 12 de julho, o Secretário Geral da CSTO Stanislav Zas iniciou uma reunião de emergência do Conselho Permanente da CSTO em 13 de julho”, diz um comunicado da organização.

O ministro das Relações Exteriores da Armênia, Zohrab Mnatsakanyan, falou anteriormente com Zas por telefone para fornecer informações detalhadas sobre as violações do cessar-fogo pelas Forças Armadas do Azerbaijão.

Mnatsakanyan enfatizou a inaceitabilidade de tais ações em relação à Armênia, um Estado membro da CSTO.

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