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Onnig Comenta: Libertação de Shushi

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O povo armênio comemora no mês de maio não só o “dia da vitória da Grande Guerra Patriótica”, mas também o dia da Libertação de Shushi, um dos episódios cruciais da história do povo armênio.

Voluntários armênios comemorando a liberação de Shushi

A libertação de Shushi se tornou o ponto da virada na guerra de Nagorno-Karabakh (Artsakh) entre os habitantes armênios da região contra o Azerbaijão, marcando o caminho para futuras realizações.

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Catedral de Ghazanchetsots. Foto Armen Kevork.

Era a noite de 8 de maio de 1992. Voluntários armênios se preparam para retomar a região. O Comandante Ter-Tatevosyan manda um sinal de rádio para o Comandante Daribaltayan. Eles já tinham previsto tudo em uma maquete. Os dois acionaram os esquadrões de ataque que haviam sido escolhidos a dedo.

Shushi que fica a cerca de 5 km de Stepanakert (capital de Artsakh) e quase 600 metros mais alta. Tomar Shushi seria fundamental para defender a população armênia.

As tropas de assalto estavam sob comando de Yura Ovanisyan, Valery Chechyan, Arkady Karapetian, Seyran Ohanian (atual Ministro da Defesa da Armênia), Samuel Babayan, Ashot Gulian e Tushman Vartan. Uma tropa de voluntários treinados especialmente para um combate corpo a corpo estava sob o comando de Jirair Sefilian.

As noticias do serviço secreto davam que mais de 2.500 soldados azerbaijanos apoiados por fanáticos guerrilheiros chechenos e talibãs estavam fortemente armados.

Os inimigos tinham feito a Catedral de Gazanchetots (foto acima) de banheiro público e a pia batismal da Igreja Armênia era a privada. O altar era um depósito de armas.

Seria um avanço morro acima pra matar ou morrer!

Somente 1.000 soldados armênios poderiam participar do avanço pela escassez de armas. A ordem foi dada e a escalada começou!  Os combates eram violentos e os soldados armênios conquistavam rua por rua.

O primeiro tanque armênio a entrar na cidade, pilotado por Gagik Avsharyan, até hoje está posicionado em local estratégico como um memorial de comemoração pela retormada de Shushi (foto à esquerda).

Na manhã de 9 de maio, os guerreiros armênios haviam expulsado todos os invasores. Nas muitas escaramuças nas proximidades de Shushi perdemos um companheiro do Líbano, Viken Zakarian que tombou aos 23 anos de idade.

São 23 anos sem Viken, herói do povo armênio!

*James Onnig Tamdjian é colunista do Estação Armênia e suas opiniões não refletem necessariamente às do Portal.

Veja o vídeo da Libertação, abaixo:

 

 

James Onnig Tamdjian Professor de Geografia e Geopolítica. Fleumático, colérico, sanguíneo e melancólico.

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