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Canal Combate: decepcionado, Sarafian diz que ansiedade foi seu maior obstáculo

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Por Adriano Albuquerque, Ivan Raupp, João Gabriel Rodrigues e Marcelo Russio, Canal Combate, SporTV

Foto: Adriano Albuquerque / SPORTV.COM
Foto: Adriano Albuquerque / SPORTV.COM

O semblante castigado do peso-médio Daniel Sarafian durante a entrevista coletiva revelava mais do que hematomas pelos golpes sofridos contra o americano C.B. Dollaway. A frustração pela derrota em sua estreia no UFC era evidente. Com o olhar distante a maior parte do tempo, o lutador paulista esforçou-se para responder as perguntas sobre a luta. Sincero, não escondeu as razões que o levaram a perder a disputa.

– Fiquei muito tempo sem lutar, passei por uma cirurgia, mas quando entrei no octógono, senti que estava tudo dominado. Eu estava bem. Em algum momento eu fiquei ansioso e me perdi. Comecei a jogar golpes, pensando: “se pegar, pegou”. Vou voltar e analisar tudo, pra retomar a minha tática para vencer as próximas lutas. A ansiedade me tirou da tática traçada. Acho que evoluí e dei o meu melhor, mas posso dar mais que isso. Me conheço como atleta e sei disso. Vamos em frente. Essa foi a primeira de muitas.

Sarafian garantiu, no entanto, que não sentiu efeitos da pressão por lutar em casa e do assédio dos fãs.

– Pressão sempre existe, mas estava dominada. O assédio também. Eu tenho é que treinarpara ser alguém na vida. Não perdi uma luta porque fiquei de oba-oba. Não quero nem pretendo que isso aconteça na minha vida. Também não perdi hoje por causa de peso. Perdi porque o C.B. Dollaway foi melhor que eu. Não senti falta de força. Existe isso de pensar em mudar de peso, ir para o meio-médio. Mas eu sou peso-médio. Não adianta descer de categoria e não fazer uma luta como essa de hoje. Tenho que pensar bem.

Perguntado sobre qual teria sido o seu erro contra C.B. Dollaway, Sarafian preferiu manter a calma e ver a luta antes de tecer comentários sobre a sua performance.

– Ainda não vi a luta, mas pretendo assistir para ver onde errei e melhorar para a próxima luta, que espero que seja em breve. A luta foi bem parelha, e tenho que ver para saber se eu mereci vencer ou não. Não me lembro de tudo. Eu procurava uma vitória, claro, porque é vencendo que a gente evolui. As derrotas às vezes nos atrasam, mas podem nos fazer evoluir também. Vamos ver.

Questionado se uma luta contra Cézar Mutante faria sentido após a derrota contra C.B. Dollaway, Sarafian disse que a decisão é do UFC.

– Eu sei que todo mundo quer ver essa luta com o Mutante, mas o UFC é que tem que decidir isso. Quando o TUF Brasil 1 acabou, e eu não pude lutar a final, a luta contra o Mutante perdeu a razão de acontecer. Não há essa preferência, há muitos outros atletas na categoria. O Mutante é meu amigo, mas se tiver que lutar, vamos lutar.

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