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Tecnologias armênias são premiadas no maior congresso de tecnologia do mundo

R7

Aconteceu no início de outubro, em Brasília, o WCIT 2016 que é o maior Congresso de Tecnologia do mundo e premiou diversas tecnologias inovadoras e promissoras.

O prêmio, que se chama WEDS, é dado a apenas sete projetos de tecnologia que tenham “pegada” e potencial para ser um grande sucesso, o próximo Google, ou Uber, ou Netflix.

Nesta edição do WCIT, empresas do Brasil, Armênia, Canadá, EUA e Suíça foram premiadas. Da Armênia, dois projetos receberam o prêmio e a possibilidade de expor seus produtos em um dos stands do Congresso.

Um deles é o aplicativo para compra de passeios em viagens Localz. Lançado há apenas dois meses, o app já teve 1500 downloads e promoveu 53 tours com 100% dos clientes satisfeitos.

Pelo sistema, o turista escolhe um passeio e pode customizá-lo, incluindo uma trilha, por exemplo, um picnic, entre outras possibilidades. O sistema o coloca então em contato com um guia que fala a língua que ele escolher. A partir desse `match` entre o turista e o guia local os preços são negociados e os detalhes do passeio acertados. Tudo feito online, com exceção do passeio, claro.

“Ao final o turista vai dar uma nota para o guia. E se ele tiver qualquer tipo de problema nós devolveremos o dinheiro de volta, o que nunca aconteceu”, explica o CEO da Localz, Artavazd Sokhikyan.

Disponível para Android, IOS (Iphone) e Windows Phone, por enquanto o Localz só tem passeios disponíveis  na Armênia e Geórgia, mas é possível baixa-los em aparelhos do Brasil.

O aplicativo tem concorrentes, como o Viator, comprado pela Trip Advisor, mas Sokhikyan garante que o Localz tem alguns diferenciais, como a customização dos passeios e a facilidade para comparar guias.

Também da Armênia, mas baseada nos EUA, a Synergy International Systems desenvolveu um sistema de gerenciamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, por exemplo, o SPIS. Apesar de não trabalhar ainda no Brasil, a Synergy já gerencia sistemas de pagamentos de benefícios em Bangladesh, Bahamas, Maldivas e Timor Leste.

Pelo sistema, qualquer cidadão pode inserir dados e o gerenciador vai identificar quem deve receber qual auxílio e enviar para os gestores e para os bancos. Para evitar informações incorretas ou até fraudes as informações são checadas por meio de cruzamento de dados ou presencialmente pelos gestores, se for o caso.

“O sistema tem vários tipos de acesso, e deve ser usado pelos gestores desses benefícios para melhorar a sua aplicabilidade”, diz Ani Gevorgyan, promotora de negócios da Synergy.

Questionada sobre a dificuldade de coletar dados de população que muitas vezes não têm acesso à internet, Ani explicou que os dados podem ser inseridos pelos gestores, em casos em que há pouco acesso à internet.

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