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	<title>Portal Estação Armênia</title>
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	<description>O Portal dos Armênios no Brasil</description>
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		<title>Prefeito de cidade armênia vem ao Rio para participar do carnaval</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Mirzeian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Armênia]]></category>
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		<category><![CDATA[rio]]></category>
		<category><![CDATA[Vardan Ghukasyan]]></category>

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		<description><![CDATA[PanArmenian, News.Am, Panorama Prefeito de cidade do norte da Armênia de Gyumri, Vardan Ghukasyan partiu para o Brasil há 6 dias com uma delegação de 9 membros, diz o jornal Aravot. Segundo o jornal, isso provocou discussões em um grupo no Facebook, com usuários perguntando sobre os membros da delegação que participariam deste evento e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #999999;">PanArmenian, News.Am, Panorama</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prefeito de cidade do norte da Armênia de Gyumri, Vardan Ghukasyan partiu para o Brasil há 6 dias com uma delegação de 9 membros, diz o jornal Aravot.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sambodromo.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5325" title="sambodromo" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/sambodromo-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></span></a></span><br />
<span style="color: #000000;"> Segundo o jornal, isso provocou discussões em um grupo no Facebook, com usuários perguntando sobre os membros da delegação que participariam deste evento e do financiamento desta cara viagem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dos membros do grupo aborda os jornalistas perguntando se algum deles pode encontrar as respostas para suas perguntas, ou seja, se a delegação compreende pelo menos um dançarino, ou eles vão ser humilhados no carnaval; ainda mais, o custo da viagem, e que poderia ser feito em Gyumri com o dinheiro gasto com isso. Outro usuário zombou dizendo que o prefeito de Gyumri vai resolver os problemas do Rio e depois voltar para limpar o gelo das ruas de sua cidade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Aravot perguntou ao chefe de Gabinete de administração do Prefeito de Gyumri, Boris Alexanov, quem financiou a viagem da delegação da prefeitura de Gyumri ao Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Eu não posso dizer, eu não tenho nenhuma informação sobre isso&#8221;, disse Alexanov.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele observou que Vardan Ghukasyan tinha deixado para o Brasil não para o Carnaval, mas a convite da cidade-irmã de Gyumri, Osasco, onde o prefeito e sua comitiva serão recepcionados na noite dessa quarta-feira de cinzas, dia 22/02. </span><span style="color: #000000;">No entanto, a delegação armênia teve tempo suficiente para participar do carnaval no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/20386721312373363.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-5328" title="20386721312373363" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/20386721312373363-300x243.jpg" alt="" width="300" height="243" /></span></a></span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8220;Na realidade, a Armênia terá uma presença bastante adequada nesse evento. Ao mesmo tempo, parece ter sido escolhida a opção mais econômica, já que o prefeito de Gyumri com seu famoso boné definitivamente não vai precisar de nenhum adereço adicional. E como conseguiram cobrir os custos para esta viagem bastante cara? para dizer a verdade, não nos interessa muito. Os moradores de Gyumri são pessoas generosas, e estamos confiantes de que, se necessário, iriam organizar uma doação apenas para que Vardan Ghukasyan estivesse ausente da cidade o maior tempo possível &#8221; escreve o jornalalista Chorrord Inknishkhanutyun.</span></p>
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		<title>Abaixo-assinado pede a devolução de peça histórica à Armênia</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 17:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heitor Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Busto da deusa Anahid, exposta no Museu Britânico Um abaixo-assinado criado por Gevorg Martirosyan, de Los Angeles, EUA, pede ao secretário de cultura do Reino Unido da Grã-Bretanha a devolução de uma estátua de bronze da deusa armênia da fertilidade, saúde, sabedoria, guerra e água, Anahid ao Museu Histórico da Armênia. Atualmente, a peça de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_5319" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px;">
<dt class="wp-caption-dt"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/InQCvfNOigVAZtl-236x236-cropped.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-5319 " title="InQCvfNOigVAZtl-236x236-cropped" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/InQCvfNOigVAZtl-236x236-cropped.jpg" alt="" width="236" height="236" /></span></a></span></dt>
<dd class="wp-caption-dd"><span style="color: #000000;">Busto da deusa Anahid, exposta no Museu Britânico</span></dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um abaixo-assinado criado por Gevorg Martirosyan, de Los Angeles, EUA, pede ao secretário de cultura do Reino Unido da Grã-Bretanha a devolução de uma estátua de bronze da deusa armênia da fertilidade, saúde, sabedoria, guerra e água, <strong>Anahid</strong> ao Museu Histórico da Armênia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Atualmente, a peça de valor histórico inestimável se encontra sob custódia do <span style="color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.britishmuseum.org/explore/highlights/highlight_objects/gr/b/bronze_head_of_a_goddess.aspx" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Museu Britânico</span></a></strong></span>, assim como centenas de peças mesopotâmicas, egípcias, gregas, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O texto do abaixo-assinado de Martirosyan explica que a obra foi descoberta por acaso em 1872 por um fazendeiro que cavava em suas terras em Salata, sudeste da Turquia. A peça foi levada para Constantinopla (Istambul) e depois para a Itália, onde o comerciante de obras de arte Alessandro Castellani vendeu-a para o Museu Britânico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Martirosyan também postou um vídeo no youtube para explicar a causa e solicitar o apoio das pessoas que se solidarizam com essa questão. Para assinar o abaixo-assinado</span>, <a href="http://www.change.org/petitions/uk-secretary-of-culture-return-the-fragments-of-armenian-pagan-goddess-anahits-statue-to-armenia#share" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">clique aqui</span></strong>.</a></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/8bB2lOiUIfI?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
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		<title>Editorial: Os usos e abusos da memória de Hrant Dink</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 11:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estação Armênia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Hrant Dink]]></category>

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		<description><![CDATA[A memória é um campo eternamente em disputa. Indivíduos e grupos lutam para estabelecer uma “verdade” sobre o que aconteceu, como e porque aconteceu em determinado ocorrido da história. O genocídio armênio é um bom exemplo dessa disputa: enquanto os armênios se esforçam em todo o mundo pelo reconhecimento dos crimes cometidos a partir de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5287" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/42476203_2bodygetty300.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="size-medium wp-image-5287" title="_42476203_2bodygetty300" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/42476203_2bodygetty300-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></span></a></span>
<p class="wp-caption-text">Dink caído próximo ao escritório do Agos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A memória é um campo eternamente em disputa. Indivíduos e grupos lutam para estabelecer uma “verdade” sobre o que aconteceu, como e porque aconteceu em determinado ocorrido da história. O genocídio armênio é um bom exemplo dessa disputa: enquanto os armênios se esforçam em todo o mundo pelo reconhecimento dos crimes cometidos a partir de 1915, os turcos inundam os meios de comunicação e a academia com materiais que dissolvem a importância dos acontecimentos durante a I Guerra Mundial, tentando, assim,  relegar o Genocídio ao esquecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O jornalista armênio-turco Hrant Dink foi uma vítima dessa guerra pela memória de 1915. Dink, que sempre lutou pela convivência entre turcos e armênios, foi assassinado por um jovem ultranacionalista à porta da redação de seu jornal <em>Agos</em>, em Istambul, no dia 19 de janeiro de 2007. A morte de Dink foi uma tentativa extrema, por parte de um grupo radical, de vencer essa batalha pela memória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Passados cinco anos do assassinato do jornalista, a sua própria memória está em disputa por jornalistas e intelectuais na Turquia. Dink é tido por muitos como um símbolo da luta por liberdade de expressão e imprensa no país, bem como um arauto do direito das minorias que pegaram carona na sua morte para amplificar os seus anseios, já há muito emudecidos pelo conservadorismo da sociedade e, por consequência, pelo governo turco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em janeiro deste ano, a jornalista turca <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.ecetemelkuran.com/"><span style="color: #0000ff;">Ece Temelkuran</span></a></span></strong> escreveu um artigo para o jornal inglês <strong><span style="color: #0000ff;"><em><a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/jan/27/turkish-journalists-fight-intimidation"><span style="color: #0000ff;">The Guardian</span></a></em></span></strong>, intitulado “Os jornalistas turcos estão apavorados, mas nós devemos lutar contra essa intimidação”, cujo portal <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/2012/os-jornalistas-turcos-estao-apavorados-declara-ece-temelkuran/5236/"><span style="color: #0000ff;">Estação Armênia traduziu e publicou no dia 17/02/2012</span></a></span></strong>. Neste artigo, Temelkuran afirma que sua recente demissão do jornal onde trabalhava foi fruto de uma perseguição política aos jornalistas, que vem sistematicamente sendo realizada por meio do governo turco (na figura do partido Justiça e Desenvolvimento, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan) desde a morte de Hrant Dink, em 2007.</span></p>
<div id="attachment_5288" class="wp-caption alignright" style="width: 218px"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/image.jpg"><img class="size-medium wp-image-5288" title="image" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/image-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Na capa de seu livro, Ece Temelkuran dá a ideia de estar amordaçada.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ece Temelkuran descreve como suas conexões com Dink (com quem trabalhava para escrever um livro) e com outros jornalistas foram cruciais para colocá-los sob a mira do governo turco, que encarcerou dois de seus colegas e a deixou desempregada por denunciarem as conexões que o governo teria com a morte de Dink, incluindo o apoio a grupos ultranacionalistas e religiosos, como o que assassinou o jornalista armênio. Em suma, Temelkuran sustenta que a Turquia não é um país de livre imprensa e que ela e seus colegas estão amordaçados pelo aparato estatal repressor, que lança mão de meios escusos e ilegais para retirar os opositores do seu caminho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, as reações ao artigo de Temelkuran não tardaram a aparecer na imprensa turca. Intelectuais como<strong><span style="color: #0000ff;"> <a href="http://www.serdarkaya.com/"><span style="color: #0000ff;">Serdar Kaya</span></a></span></strong>, <span style="color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.todayszaman.com/news-270779-shameless-manipulations-by-frightened-turkish-journalists.html"><span style="color: #0000ff;">Alper GörmüŞ</span></a> </strong></span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #000000;">(vencedor do</span></span></span><span style="color: #0000ff;"><strong> <a href="http://www.hrantdinkodulu.org/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Prêmio Hrant Dink</span></a> </strong></span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #000000;">em 2009)</span></span></span> e <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.todayszaman.com/columnist-270333-hrants-parasites.html"><span style="color: #0000ff;">Etyen Mahçupyan</span></a></span></strong> colocaram-se contra o texto de Ece Temelkuran, alegando que a jornalista está usando a memória de Hrant Dink para se autopromover e fazer de sua demissão um complô, assim como teria sido a morte do jornalista armênio. Essa é a opinião do também descendente de armênios Etyen Mahçupyan, em artigo intitulado “Os parasitas de Hrant”. Para ele, Temelkuran pinta Dink como um secularista de esquerda que estaria à margem da sociedade turca, ao mesmo tempo em que ela confunde o partido e o Estado, fazendo ambos se fundirem na mesma coisa. Assim, Temelkuran pôde sustentar que esse constructo Partido/Estado assassinou Dink, arquitetou a sua demissão e mantém assustados os jornalistas turcos. Contra essa última tese da jornalista, Mahçupyan afirma que “os jornalistas ‘turcos’ não estão todos realmente assustados. Ao contrário, eles são muito corajosos”, pois denunciam e averiguam as manipulações que são feitas sobre o país no exterior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É nesse ponto que Alper GörmüŞ ataca em “Manipulação vergonhosa em ‘os jornalistas turcos estão apavorados’”, sustentando que o propósito de Temelkuran foi o de pintar a Turquia como uma espécie de Irã, indo a um jornal europeu, expondo uma imagem de Dink assassinado e escrevendo uma manchete tão escandalosa. GörmüŞ acusa a jornalista de jogar o jogo ocidental, que é alardear o fanatismo islâmico turco e alimentar as ideias anti-islã e antiterror, que minariam o governo democraticamente eleito através de um golpe militar secularista no país.</span></p>
<div id="attachment_5289" class="wp-caption alignleft" style="width: 223px"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/hrant-dink-05.jpg"><img class="size-medium wp-image-5289" title="hrant-dink-05" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/hrant-dink-05-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Milhares de pessoas nas ruas de Istambul protestam contra o assassinato de Dink</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou seja, a disputa está posta: de um lado, uma jornalista que vê na sua demissão um complô do partido no poder para silenciar vozes dissidentes; de outro, um grupo de jornalistas que acreditam que a colega está manipulando os acontecimentos ao seu favor, a fim de se autopromover na Turquia e no ocidente, sendo tratada como um paladino dos Direitos Humanos. No centro do debate, está Hrant Dink, assassinado por lutar pela memória dos armênios na Turquia, agora tendo sua própria memória disputada por interesses diversos. Definitivamente, a morte de Hrant Dink foi um divisor de águas na sociedade turca.</span></p>
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		<title>Google Translator troca a palavra &#8220;armênio&#8221; por &#8220;Turquia&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 21:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heitor Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Armênia]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Eckian]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>

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		<description><![CDATA[Com informações de  Jean Eckian, via Nouvelles d&#8217;Arménie en Ligne Serouj Baghdassarian, um militante armênio-libanês, revelou que o serviço de tradução simultânea on-line do Google, traduzindo do armênio para o inglês, substituiu a palavra &#8220;armênio&#8221; (o idioma) por &#8220;Turquia&#8221;, na frase “yes sirum em hayeren” (eu amo o idioma armênio), que em inglês se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com informações de  Jean Eckian, via <a href="http://www.armenews.com/article.php3?id_article=77270" target="_blank">Nouvelles d&#8217;Arménie en Ligne</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Untitled.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5269" title="Untitled" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Untitled-300x114.jpg" alt="" width="300" height="114" /></a>Serouj Baghdassarian, um militante armênio-libanês, revelou que o serviço de tradução simultânea on-line do Google, traduzindo do armênio para o inglês, substituiu a palavra &#8220;armênio&#8221; (o idioma) por &#8220;Turquia&#8221;, na frase “yes sirum em hayeren” (eu amo o idioma armênio), que em inglês se torna &#8220;I Love Turkey&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Especialistas acreditam que há outras distorções no tradutor com palavras que dizem respeito à Armênia. Tal ação pode ser creditada à ferramenta do Google, que permite ao internauta sugerir uma &#8220;tradução melhor&#8221; do que aquela que o sistema gera. Nesse sentido, é possível que grupos turcos tenham feito um esforço coletivo para sugerir ao sistema que todas as traduções que dizem respeito à Armênia sejam substituídas pela palavra &#8220;Turquia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Portal Estação Armênia </strong>verificou hoje (18/02) e o serviço de tradução do Google não apresentou mais a falha descrita acima. Abaixo, um <em>print screen</em> do <em>bug</em> detectado por Baghdassarian:</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_5268" class="wp-caption alignleft" style="width: 114px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Ilove.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-5268 " title="Ilove" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Ilove.jpg" alt="" width="664" height="288" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Clique para ampliar</dd>
</dl>
</div>
<div class="slideshow" style="width:10px;height:10px">
<div class="wrapper" style="width:10px;height:35px">
<ul>
<li><img src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/themes/Nuke/timthumb.php?src=http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/01/logohd.gif&amp;h=10&amp;w=10&amp;zc=1" alt=""/></li>
</ul>
</div>
</div>
<p><br class="clear"/><br class="clear"/></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Jornalista francês se posiciona contra Bresser-Pereira</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 16:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estação Armênia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Bresser]]></category>
		<category><![CDATA[Bresser-Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[genocidio]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Eckian]]></category>

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		<description><![CDATA[A repercussão da polêmica coluna de Bresser-Pereira, na edição da Folha de São Paulo do dia 30 de janeiro de 2012, chegou à França. Na ocasião, o ex-ministro afirmou que a aprovação da lei que criminaliza a negação de genocídios (baseada no caso armênio) &#8220;não serve à Armênia, ofende a Turquia e não interessa à França&#8220;. Como consequência, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5257" class="wp-caption alignleft" style="width: 271px"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/254996_10150195955840677_645040676_7371367_4902041_n1.jpg"><img class="size-medium wp-image-5257" title="Eckian" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/254996_10150195955840677_645040676_7371367_4902041_n1-261x300.jpg" alt="" width="261" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">O jornalista francês Jean Eckian</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A repercussão da polêmica</span> <span style="color: #0000ff;"><strong><a href="http://wp.me/p22onD-1hu" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">coluna de Bresser-Pereira, na edição da Folha de São Paulo do dia 30 de janeiro de 2012</span></a></strong></span><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff;">,</span></span> <span style="color: #000000;">chegou à França. Na ocasião, o ex-ministro afirmou que a aprovação da lei que criminaliza a negação de genocídios (baseada no caso armênio) &#8220;<em>não serve à Armênia, ofende a Turquia e não interessa à França</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como consequência, o jornalista do</span> <span style="color: #0000ff;"><strong><em><a href="http://www.armenews.com/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Nouvelles d&#8217;Arménie Magazine</span></a></em></strong></span>,<span style="color: #000000;"> com base em Paris, enviou um e-mail para Bresser-Pereira, a fim de refutar seus argumentos, nos quais o mesmo afirma que a referida lei não interessa à França. Nas palavras de Eckian:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Prezado senhor ministro,</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No debate gerado a partir do projeto de lei apresentado pelo deputado Valerie Boyer, a fim de condenar a negação de todos os genocídios reconhecidos pela legislação francesa, dentre eles o dos armênios, ofereço abaixo algumas respostas de acordo com suas considerações sobre este &#8216;caso&#8217; não dizer respeito à França.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Minhas mais elevadas considerações,</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Jean Eckian&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na sequência, Eckian faz uma cronologia da relação entre armênios e franceses, para provar como a história dos dois povos está intimamente ligada desde o século XIV até os dias atuais. Tais fatos históricos ilustram como qualquer acontecimento relevante que envolva a Armênia ou a história dos armênios diz respeito à França e vice-versa, o que dota este último país de uma prerrogativa moral para se colocar na vanguarda das nações ocidentais ao criminalizar a negação do genocídio dos armênios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jean Eckian continua seu texto com um histórico das ações negacionistas que aconteceram em solo francês desde 1996, quando um grupo de turcos ameaçou o prefeito da cidade de Grenoble por este ter inaugurado uma placa alusiva ao genocídio dos armênios na localidade. A tal fato, soma-se uma sequência de depredações aos inúmeros monumentos armênios existentes na França, até chegar às declarações do então ministro de relações exteriores e atual presidente da Turquia, Abdullah Gul, em 2006, quando este protestou veementemente contra qualquer proposta de lei que punisse a negação do genocídio dos armênios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos últimos dias, a deputa propositora da lei, Valérie Boyer, vem sofrendo uma série de ameaças de morte, insultos e ofensas por parte desses grupos radicais que, alimentados pela retórica negacionista e violenta do governo turco, sentem-se livres para agredir a democracia francesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suma, diante das centenas de fatos ocorridos na França, Eckian prova a Bresser-Pereira que, ao contrário do que o ex-ministro alega, a nova lei serve à Armênia e interessa sim (e muito) à França, palco de atos violentos contra os armênios nos últimos vinte anos.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Os jornalistas turcos estão apavorados&#8221; declara Ece Temelkuran</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 11:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estação Armênia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Redação]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Hrant Dink]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[turco]]></category>
		<category><![CDATA[Turquia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ece Temelkuran no The Guardian Incluindo meu emocionado &#8220;obrigado&#8221;, o telefonema durou menos de um minuto. &#8220;O dono do jornal decidiu&#8230; é&#8230; não&#8230; não renovar o seu contrato&#8230; sinto muito.&#8221; Eu já havia sido alertada sobre escrever &#8220;demais&#8221; sobre duas prisões de jornalistas e os meus últimos dois artigos – um sobre a guerra do primeiro-ministro contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por <span style="color: #000080;"><a href="http://www.ecetemelkuran.com/" target="_blank"><span style="color: #000080;">Ece Temelkuran</span></a></span> no <span style="color: #000080;"><a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/jan/27/turkish-journalists-fight-intimidation" target="_blank"><span style="color: #000080;">The Guardian</span></a></span></span></p>
<div id="attachment_5239" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Picture-taken-19-January-007.jpg"><img class="size-medium wp-image-5239" title="Picture-taken-19-January--007" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Picture-taken-19-January-007-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hrant Dink jaz em frente ao seu escritório em Istambul. Foto: Mustafa Ozer/AFP/Getty</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Incluindo meu emocionado &#8220;obrigado&#8221;, o telefonema durou menos de um minuto. &#8220;O dono do jornal decidiu&#8230; é&#8230; não&#8230; não renovar o seu contrato&#8230; sinto muito.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu já havia sido alertada sobre escrever &#8220;demais&#8221; sobre duas prisões de jornalistas e os meus últimos dois artigos – um sobre a guerra do primeiro-ministro contra os jornalistas e outro sobre os direitos do povo curdo – foram considerados controversos. Então, o telefonema não era inesperado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas então veio o alvoroço dos leitores no Twitter. Alguns dos meus colegas colunistas também protestaram sobre as motivações políticas por trás da minha demissão – enquanto os apoiadores do governo diziam: &#8220;Ela mereceu!&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Demorei alguns dias para ter a visão geral do que estava acontecendo. Mas quando tive, percebi que tudo estava conectado com a perda de três colegas: um morto, dois presos e uma história que começou cinco anos atrás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 19 de janeiro de 2007, o jornalista armênio Hrant Dink foi morto a tiros em plena luz do dia em frente ao seu escritório em Istambul. Um rapaz, que só tinha 17 anos na época do assassinato, <span style="color: #000080;"><a href="http://www.guardian.co.uk/world/2012/jan/17/turkish-court-armenian-journalist-murder" target="_blank"><span style="color: #000080;">foi declarado culpado</span></a></span> do crime há cinco anos. Desde o dia do ocorrido, era evidente para todos aqueles que conheciam a história dos assassinatos na Turquia que essa era uma execução política.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O assassinato ocorreu apenas dois dias antes de eu encontrar Hrant para discutirmos um livro que ele queria que eu escrevesse sobre a diáspora armênia. Ao invés de encontrá-lo, corri para o local e me vi parada do lado de fora de seu escritório, numa poça de seu sangue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No final, me senti profundamente culpada por aceitar as ameaças de morte contra ele tão facilmente, mas isso me fez ficar mais determinada a escrever <span style="color: #000080;"><a title="" href="http://www.amazon.co.uk/Deep-Mountain-Ece-Temelkuran/dp/1844674231" target="gu-external-1329388935"><span style="color: #000080;">Deep Mountain</span></a></span> – o livro que ele pediu. Eu não sabia, mas dentre as 100 mil pessoas que marcharam no funeral de Hrant, estavam duas outras ávidas por dedicar seus trabalhos a ele: meus amigos e colegas Nedim Sener e Ahmet Sık.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante quatro anos, os artigos no jornal Milliyet apontaram para a negligência policial no caso, com o serviço de inteligência ocultando as evidências e o conhecimento em detalhes por parte de departamentos governamentais do plano contra Dink.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo, o autor desses artigos, Nedim Sener, foi preso. A prisão foi feita três meses depois da publicação de seu livro &#8220;<em>A Sexta-Feira Vermelha – Quem quebrou a caneta de Dink?&#8221;</em>, no qual ele mostra o resultado de suas investigações no caso Dink e liga os assassinos ao Estado. Enquanto isso, o repórter Ahmet Sık não teve tempo suficiente para publicar seu livro sobre o mesmo assunto antes de ser preso, no mesmo dia 03 de março de 2011.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ambos estão presos há onze meses e são acusados de serem membros de uma organização terrorista que poderia ter assassinado Dink. A <span style="color: #000080;"><a title="" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ergenekon_%28organization%29" target="gu-external-1329389028"><span style="color: #000080;">Ergenekon</span></a></span> é uma organização clandestina supostamente formada por generais aposentados, jornalistas e políticos que declaram estar planejando uma série de assassinatos de grande destaque, a fim de criar o caos e  preparar o terreno para um golpe militar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A acusação disse no tribunal que seus anos de trabalhos jornalísticos eram apenas uma capa para esconder suas reais identidades terroristas. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan fez ameaças abertas contra os jornalistas que continuassem a cobrir as notícias sobre os colegas presos, sendo que os protestos contra as prisões foram diminuindo gradualmente antes da primeira audiência de Nedim e Ahmet, acontecida meses após a prisão de ambos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas no dia 27 de dezembro, apesar do medo da prisão, bravos jornalistas turcos começaram a tuitar do julgamento. A fraca evidência deixou claro que qualquer um de nós, repórteres, poderia também ser preso acusado de terrorismo; porque tudo que ligava Ahmet e Nedim à organização Ergenekon era um documento de Word implantado em seus computadores, ligações telefônicas casuais e entrevistas que eles deram sobre seus respectivos livros. A acusação era tão ridícula que causou constantes gargalhadas na sala de audiência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes da última audiência em 23 de janeiro, cinco anos após o assassinato, houve um veredito sobre o caso Dink. A Corte se recusou a reconhecer as óbvias conexões entre os assassinos e o Estado, levando a protestos com cerca de 30 mil pessoas. Três dias mais tarde, Nedim, durante a sua defesa, deixou claro que acreditava ter sido mantido preso como parte de uma tentativa de ocultar as evidências do caso Dink. Nedim disse: &#8220;Na verdade, é bom que eu ainda esteja na prisão enquanto o veredito de Dink é dado.&#8221; Isso sem mencionar a promoção governamental de todos os oficiais que tinham alegadamente conexões com o assassinato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ahmet, um expert em organizações paramilitares, escreveu um livro (<em>O Exército do Imam</em>) explorando como o serviço de inteligência se infiltrou no movimento Fethullah Gülen – uma rede islâmica moderada. &#8220;Como um socialista&#8221;, ele disse em sua defesa, &#8220;acho desdenhoso ser acusado de ser um membro de uma rede terrorista nacionalista e militarista como a Ergenekon&#8221;. Pela quinta vez, Ahmet e Nedim foram forçados a se defenderem na corte com a continuidade do caso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As investigações sobre a Ergenekon começaram há cinco anos e, apesar de milhares de prisões e investigações, nenhum veredito foi dado. De acordo com defensores da liberdade de expressão, o caso Ergenekon, junto com o caso KCK – contra a organização civil ligada ao movimento curdo PKK – tem se tornado uma ferramenta para o governo assediar a oposição.</span></p>
<div id="attachment_5240" class="wp-caption alignright" style="width: 120px"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/ecek.jpg"><img class="size-full wp-image-5240" title="Ece Temelkuran" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/ecek.jpg" alt="" width="110" height="90" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ece Temelkuran</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ambos usam uma infame lei antiterrorista para se livrarem dos oponentes do regime. E poucos dias antes do veredito no caso Dink, o ministro do interior, Idris Naim Sahin, disse: &#8220;O Terror é um fenômeno multifacetado que inclui psicologia e arte… Às vezes ele está numa tela, às vezes num poema, em artigos nos jornais ou até mesmo em piadas. Nós sabemos que células terroristas podem estar em uma cátedra universitária, em uma associação ou em ONGs.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Graças a essa mentalidade, a Turquia está agora na 148ª posição dentre 179 países no relatório sobre a liberdade de imprensa do Repórteres sem Fronteira – somente um pouco acima do Afeganistão e caindo constantemente no ranking. Mais importante, no entanto, é o medo silencioso dos jornalistas, impossível de contabilizar, considerando que 3.500 políticos turcos e curdos, 500 estudantes e 100 jornalistas estão agora presos no país.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 26 de janeiro, o primeiro-ministro fez um discurso no qual disse que os jornalistas presos não estão atrás das grades por causa das atividades jornalísticas, mas sim graças aos seus crimes sexuais ou terrorismo. Como Dink disse cinco anos atrás em seu último artigo, nós, jornalistas, estamos &#8220;como pombas assustadas&#8221;. Um morto, dois presos e eu desempregada – e como Nedim disse em sua última defesa: &#8220;Isso dói.&#8221;</span></p>
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		<title>A luta de Missak Manuchian contra o Nazismo</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 19:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heitor Loureiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baú Armênio]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>
		<category><![CDATA[Armênia]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Apovian]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Missak Manuchian]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrito e publicado por Charles Apovian no website Armênia-Brasil Na Segunda Guerra Mundial, a França foi derrotada fragorosamente pela Alemanha de Hitler. Em seis semanas a França foi invadida e ocupada por quatro longos anos. Passados os primeiros momentos de estupor, os franceses começaram a se reorganizar sob a batuta do General Charles De Gaule, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Escrito e publicado por <strong>Charles Apovian</strong> no website <span style="color: #000080;"><a href="http://armenia.brasil.nom.br/manuchian.htm" target="_blank"><span style="color: #000080;">Armênia-Brasil</span></a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Segunda Guerra Mundial, a França foi derrotada fragorosamente pela Alemanha de Hitler. Em seis semanas a França foi invadida e ocupada por quatro longos anos. Passados os primeiros momentos de estupor, os franceses começaram a se reorganizar sob a batuta do General Charles De Gaule, que tinha conseguido escapar refugiando-se na Inglaterra. De Londres, De Gaule exortou os franceses a resistirem e fazerem de tudo para expulsar o inimigo do território francês. Assim nasceu a “Resistência”. Consequentemente, criou-se na França uma imensa rede formada de homens e mulheres abnegados, que foram chamados de “Resistentes”. Imediatamente, os alemães trataram essas pessoas como terroristas e avisaram que não seriam tratados como soldados, mas sim como bandidos, e que qualquer Resistente preso seria fuzilado incontinênti.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje em dia, existe um assunto polêmico: um indivíduo que faz de tudo para expulsar o invasor de seu país é um Resistente ou um Terrorista?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dos maiores Resistentes daquela época foi Missak Manuchian, considerado um verdadeiro herói por muitos franceses e para o qual foram erigidos vários monumentos em diversas cidades do país.</span></p>
<div id="attachment_5228" class="wp-caption alignright" style="width: 158px"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/manou.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-5228" title="manou" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/manou.jpg" alt="" width="148" height="212" /></span></a></span>
<p class="wp-caption-text">Missak Manuchian, herói da resistência francesa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Missak Manuchian nasceu em 1906, no vilarejo de Adijaman, na Turquia. Com oito anos de idade, seu pai foi assassinado durante os massacres perpetrados pelos turcos. Logo em seguida, sua mãe também morreu. Foi recolhido num orfanato até a idade de 19 anos e, a seguir, rumou para a França.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ali trabalhou em várias fábricas e, em 1934, entrou no Partido Comunista Francês, integrando-se ao grupo Armênio do “MOI” (Mão de Obra dos Imigrantes).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Homem de cultura, adorava escrever poesias, colaborou com várias revistas armênias e fundou duas revistas: Tchank (Esforço) e Mëchaguyt (Cultura).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após a derrocada e a ocupação da França pelos alemães, torna-se o responsável da seção armênia do “MOI”, na clandestinidade. Em 1943, é incorporado aos Franco-Atiradores do “MOI”, sob as ordens de Joseph Epstein. Manuchian passa a ser o chefe de um grupo de 22 homens e uma mulher.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já em 1942, esses homens tinham realizado uma incessante guerrilha contra os alemães. A cada dois dias, aproximadamente, realizavam um atentado, um descarrilamento de trem ou colocações de bombas. Mas o grande feito deles foi a execução do cruel e famigerado general SS Julius Ritter, amigo íntimo de Hitler. (A família de Charles Aznavour ajudou de maneira significativa esse grupo).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 16 de Novembro de 1943, Missak Manuchian tinha um encontro marcado com seu chefe Joseph Epstein, nas margens do rio Sena, perto do vilarejo de Evry. Não sabia que estava sendo seguido desde a sua residência em Paris. Antes de chegar ao ponto de encontro, é detido por policias franceses.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste mesmo dia todo o grupo desmorona.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Até hoje as opiniões estão divididas entre os historiadores a respeito dessa detenção. Há, em princípio, três versões:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. A polícia francesa (naturalmente aquela que colaborava com os alemães), teria feito um trabalho de cerceamento até o dia da detenção. (É a versão menos plausível).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. O comandante Joseph Epstein teria sido aprisionado e torturado pela Gestapo até indicar o paradeiro de seus companheiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. Este grupo pertencia ao Partido Comunista Francês que, por seu turno, devia obedecer sem discussão às ordens de Moscou. Os membros do governo soviético, achando que o grupo estava se expondo demais, temia que um dos seus elementos falasse sob tortura, contando tudo sobre esconderijos da Resistência. Por isso, mandaram um recado à Gestapo revelando o dia, o lugar e a hora do encontro de Manuchian com Epstein.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os alemães aproveitaram-se do julgamento do grupo para fazer uma publicidade fora do comum. A imprensa foi convidada e estavam presentes mais ou menos 28 a 30 jornalistas nacionais e internacionais. O processo durou 3 dias. Foi um “processo espetáculo”, até o cinema estava presente. O alvo era evidente: “Era preciso mostrar à opinião pública francesa o quanto seu país estava em perigo.” Claro! O que poder-se-ia esperar de estrangeiros?!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, além de 3 franceses, o resto do grupo era composto de estrangeiros: 8 poloneses, 5 italianos, 3 húngaros, 2 armênios, 1 espanhol e 1 romeno. Nove deles eram judeus e todos comunistas. O chefe desse grupo era Missak Manuchian.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Paralelamente, as fachadas, muros e paredes da França são cobertos com o famoso cartaz: “L’AFFICHE ROUGE”. A propaganda alemã quer demonstrar com isso que esses homens, longe de serem libertadores, são, na verdade, criminosos de alta periculosidade.</span></p>
<div id="attachment_5227" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/cartaz.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="size-full wp-image-5227" title="cartaz" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/cartaz.jpg" alt="" width="150" height="241" /></span></a></span>
<p class="wp-caption-text">Cartaz de &quot;procurados&quot; dos &quot;terroristas&quot; que se opunham à ocupação nazista</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os realizadores do cartaz tentaram fazer uma imagem que causasse grande impacto na mente das pessoas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. A escolha da cor: vermelho cor de sangue; o sangue dos assassinatos cometidos pelo “exército do crime”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. Na parte superior do cartaz, uma pergunta: LIBERTADORES? Em baixo do cartaz a resposta: NÃO! SÃO ASSASSINOS! E, um pouco acima, as provas: esconderijo das armas, sabotagens, mortos e feridos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. Em baixo da palavra LIBERTADORES, tal como legenda, aparecem dez rostos, barba por fazer, inseridos em círculos pretos e repartidos simetricamente. Sob cada um desses rostos, um nome de consonância estrangeira. Claro que não colocaram nenhum francês nesse cartaz. Missak Manuchian é qualificado de “chefe de gangue”, não é um Resistente, não é um Libertador, é um assassino!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confeccionaram também panfletos “L’Affiche Rouge” em tamanho reduzido e acrescentaram no verso:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se alguns franceses roubam, sabotam e matam, podem estar certos de que o chefe deles é um estrangeiro. São sempre vagabundos, desempregados e assassinos profissionais que executam a tarefa, e são sempre os judeus que maquinam tudo.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os alemães e Vichy (Capital da França durante a Ocupação. Ninho de todos os colaboradores) queriam transformar esse processo em propaganda contra a Resistência. Queriam demonstrar que a Resistência era um conluio de estrangeiros contra a França e os franceses. Estavam apostando na xenofobia visceral dos franceses, no seu anti-semitismo, no seu anticomunismo. O rádio e os jornais de Vichy dão seguimento a esse mesmo tema, conclamando o perigo “judeu-bolchevique”, agente do banditismo. Trata-se de desestabilizar a Resistência num momento em que está muito bem organizada e de enfrentar problemas cada vez mais graves contra as forças de repressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Missak Manuchian, antes de ser fuzilado junto com seus vinte e um companheiros no dia 21 de Fevereiro de 1944, fez questão de dirigir-se primeiro aos alemães durante o processo, dizendo: “Não tenho nada contra vocês. Cumpri meu dever, que era de combatê-los. Não me arrependo de nada. Agora podem também cumprir o vosso papel: estou em vossas mãos.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, voltando-se para o público que era todo colaborador dos alemães (pois eram convidados dos Nazistas), proferiu esta frase lapidar: “Quanto a vocês, vocês são franceses! Nós combatemos para a libertação da França e vocês venderam a vossa alma ao inimigo. Vocês herdaram a nacionalidade francesa, e nós a merecemos.”</span></p>
<p style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: xx-small; color: #000000;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Trabalho Voluntário no Grupo Escoteiro Armênio Sardarabad</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 23:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Estação Armênia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depoimento do Chefe Denis Tchobnian -  No domingo, dia 12 de fevereiro, o GE Sardarabad participou do 2º Encontrão Escoteiro realizado no parque de diversões HOPI HARI. Participamos com 9 membros, sendo 2 chefes e 7 jovens com idade entre 9 e 16 anos. O chefe Saro faz parte da equipe regional de eventos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><em><strong>Depoimento do Chefe Denis Tchobnian - </strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD.jpg" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-5216" title="SARDARABAD" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No domingo, dia 12 de fevereiro, o GE Sardarabad participou do 2º Encontrão Escoteiro realizado no parque de diversões HOPI HARI. Participamos com 9 membros, sendo 2 chefes e 7 jovens com idade entre 9 e 16 anos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> O chefe Saro faz parte da equipe regional de eventos e por isso participa diretamente dos eventos, não somente acompanhando os jovens como eu fiz. Mas na verdade, não acompanhei a movimentação toda do Encontrão porque após 2.300 jovens se juntarem eles deveriam formar pequenos grupos (patrulhas) misturando os lobos (entre 7 e 10 anos), escoteiro (entre 11 e 14 anos) e os seniores (entre 15 e 17 anos) e depois sair pelo parque se divertindo e executando uma série de tarefas (carta prego) para receber um segundo distintivo do evento (eles já haviam recebido o primeiro na entrada). Eu esbarrava neles enquanto acompanhava um ou outro pelo parque.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estava um dia nublado, com pouco sol e muito abafado. Alguma chuva no meio da tarde. Eu não curto o Hopi Hari, tenho receio dos brinquedos que envolvem altura, como o barco viking. Não tinha intenção de ir, pois o medo de altura é algo complicado de lidar e também não queria deixar minha namorada sozinha no domingo, um dos poucos dias que temos juntos. </span><br />
<span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-4.jpg" target="_blank"><img class="alignright  wp-image-5218" title="SARDARABAD 4" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-4-300x225.jpg" alt="" width="126" height="95" /></a>Trabalho voluntário é isso! </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Enfrentei meu medo, deixei de passar o dia com a minha namorada, além de ter levantado às 5h30 da manhã pra chegar antes dos jovens no ônibus. Tomei chuva, me molhei no rio bravo (tive que ir 3 vezes), tremi de medo no barco viking. Quando chegamos a são Paulo ainda levei alguns jovens do grupo até o metro Armênia e cheguei em casa por volta das 22hs. Meus pés estavam com bolhas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-2.jpg" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-5217" title="SARDARABAD 2" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-2-300x225.jpg" alt="" width="180" height="135" /></a>Foi um dia cansativo. Ainda mais por que no final do dia fiquei andando pelo parque (com ele já fechado), procurando 3 jovens do grupo. Por outro lado conversei com muitos chefes que fiz amizade em outros eventos. Vi Escoteiros que antes eram lobinhos e escoteiros que agora estão virando seniores e seniores que mesmo com os compromissos da vida adulta estão participando do ramo como pioneiros (entre 18 e 21 anos).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vi muitos jovens se abraçando na saída com olhos em lágrimas porque são de cidades diferentes e não é sempre que se encontram. Vi muitos anotando e-mails para manter contato. Outros tirando fotos para guardar de recordação. Vi chefes que, mesmo com dificuldades para andar, se prontificaram a ficar sentados por mais de 6 horas nas bases, recebendo jovens e orientando-os em atividades e, ao final do dia, ao terminarem sua obrigação irem brincar com seus filhos, lobos ou escoteiros nos brinquedos do parque para mostrar que ele (chefe) não é alguém que deve se manter afastado do jovem e sim participar junto com eles de suas aventuras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-3.jpg"><img class="alignright  wp-image-5219" title="SARDARABAD 3" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/SARDARABAD-3-300x225.jpg" alt="" width="144" height="108" /></a>Vale a pena ser voluntário? Não receber um salário e gastar horas durante a semana e fins de semana preparando a próxima atividade? A resposta: SIM, COM CERTEZA VALE A PENA. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas fica uma pergunta no ar: e você que está lendo este texto, porque não é voluntário ainda? Não há idade limite para ser voluntário. Participe! Mostre que você é alguém de verdade, e que quer colaborar com a comunidade. SEJA UM VOLUNTÁRIO NO GRUPO ESCOTEIRO SARDARABAD VOCÊ TAMBÉM. NÓS PRECISAMOS DE VOCÊ. TENHA CERTEZA DISSO.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/denis.jpg" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-5220" title="denis" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/denis-251x300.jpg" alt="" width="151" height="180" /></a></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Denis Tchobnian é voluntário. Diretor do Clube Armênio e chefe do G.E Sardarabad.</span></p>
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		<title>#PODCAST &#8211; Armênia Viva 12 de Fevereiro de 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 01:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Armen Kevork Pamboukdjian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armênia Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Programa Armênia viva 12 de fevereiro de 2012 com apresentação de Iskouhi Dadian e Armen Pamboukdjian, participação do presidente do CNA (Conselho Nacional Armênio da Armérica do Sul representação do Brasil) e do HOHITA &#8211; TRO/SP e do historiador professor Heitor Loureiro. &#160; &#160; &#160; &#160; Ouça o áudio aqui: &#160;   ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3684-1.jpg" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-5191" title="DSCF3684    1" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3684-1-300x168.jpg" alt="" width="270" height="151" /></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Programa Armênia viva 12 de fevereiro de 2012 com apresentação de Iskouhi Dadian e Armen Pamboukdjian, participação do presidente do CNA (Conselho Nacional Armênio da Armérica do Sul representação do Brasil) e do HOHITA &#8211; TRO/SP e do historiador professor Heitor Loureiro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Ouça o áudio aqui:</span></strong> <object width="280" height="75" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/1132897774/39e6dfac" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="280" height="75" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/1132897774/39e6dfac" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3680-1.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-5192 alignnone" title="DSCF3680 1" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3680-1-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /> </a><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3675.jpg" target="_blank"><img class="wp-image-5193 alignnone" title="DSCF3675" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3675-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/DSCF3680-1.jpg"> </a><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/av1.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-5194" title="av" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/av1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><br />
</span></p>
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		<title>Atleta do Homenetmen passa a integrar a equipe da Universidade de San Diego na NCAA</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 15:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>James Onnig Tamdjian</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte – Asbarez - GLENDALE &#8211; Os sentimentos orgulho e alegria contagiaram a grande  família Homenetmen do mundo todo ao saber que um de seus atletas de longa data, Narbeh Ebrahimian, foi aceito no time principal de Basquete Masculino da Universidade Estadual de San Diego Ebrahimian ingressou na universidade em agosto de 2011, onde continua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte – <strong><a href="http://asbarez.com/100867/homenetmen%E2%80%99s-ebrahimian-on-san-diego-state%E2%80%99s-basketball-team/ " target="_blank">Asbarez</a></strong> -</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NarbehEbrahimian_1.jpg"><img class="alignleft  wp-image-5183" title="NarbehEbrahimian_1" src="http://estacaoarmenia.com.br/wp-content/uploads/2012/02/NarbehEbrahimian_1.jpg" alt="" width="240" height="360" /></a>GLENDALE &#8211; Os sentimentos orgulho e alegria contagiaram a grande  família Homenetmen do mundo todo ao saber que um de seus atletas de longa data, Narbeh Ebrahimian, foi aceito no time principal de Basquete Masculino da Universidade Estadual de San Diego</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ebrahimian ingressou na universidade em agosto de 2011, onde continua seus estudos com especialização em Cinesiologia, o estudo científico do movimento humano. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após seu ingresso na universidade e um longo período de testes e classificações, Ebrahimian foi aceito no time pelo técnico Steve Fisher. Ele recebeu a qualificação oficial da National Collegiate Athletic Association (NCAA) em 2 de dezembro de 2011 e foi oficialmente adicionado à lista de jogadores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Narbeh Ebrahimian sempre deixou clara a sua preferência pelo basquete. Desde os 7 anos de idade ele participa das atividades esportivas do Homenetmen Ararat de Glendale, na Califórnia. Ao longo de sua militância esportiva homenetmenagan, ele participou de 14 jogos Navasartian, vencendo em várias categorias. Seu técnico no Ararat, Martin Avanessian chegou a escalá-lo em categorias e divisões com jovens de maior idade e, mesmo assim, se saiu muito bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Na sua vida escolar, a paixão de Ebrahimian pelo basquete o levou a integrar a equipe do Crescenta Valley High School.  Várias vezes foi eleito o melhor jogador da região. Em maio de 2011, Ebrahimian foi nomeado para receber o Prêmio Ética de Glendale, que celebra os indivíduos de caráter moral e desportivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A grande família mundial do Homenetmen se sente encorajada e inspirada a continuar seu trabalho ao testemunhar o avanço de um de seus filhos. O Homenetmen deseja que Narbeh Ebrahimian continue a brilhar em sua carreira esportiva e escolar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Homenetmen é a maior entidade esportiva armênia da diáspora, com mais de 75.000 famílias associadas no mundo todo. O Clube Armênio-SAMA é uma entidade co-irmã do Homenetmen e, como diz a matéria, também participa dos jogos Navasartian aqui na América do Sul, com as filiais do Homenetmen de Buenos Aires, Cordoba e Montevideu e entidades co-irmãs de Rosário, na Argentina e Caracas, na Venezuela. </span></p>
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