Der Boghos Baronian participa de missa que reinaugurou sino da maior igreja armênia no Oriente Médio

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A torre do sino da Igreja Armênia de Sourp Giragos em Diyarbakir/Dikranagerd foi aberta no último domingo e depois de 97 anos de silêncio, o sino tocou mais uma vez para o povo armênio na segunda feira passada (05/11).

Der Boghos BaronianO atual Patriarca, Arcebispo Aram Ateshyan, que é originalmente de Diyarbakir presidiu a cerimônia de abertura e foi acompanhado do Padre Der Boghos Baronian, pároco das Igrejas Armênias de São Paulo e Osasco. A missa contou com a presença de centenas de armênios da Turquia e do exterior

A Fundação Sourp Giragos, ligada ao Patriarcado Armênio de Istambul, começou a reforma da Igreja em 2009 sendo que o primeiro culto aconteceu em Outubro de 2011. Devido à falta de financiamento, no entanto, a torre do sino não foi reconstruída naquele período.

Na cerimônia de abertura da torre do sino, o Presidente da Fundação Surp Giragos , Ergun Ayik, disse: “Esta igreja é uma prova  viva da densidade da população armênia na cidade antes de 1915. Sua arquitetura se destaca como testemunho de quão avançada era a civilização armênia“.

Ele acrescentou: “Nossos antepassados legaram esta igreja para nós, mas por uma razão conhecida por todos ( genocídio ) não fomos capazes de reivindicar a posse deste templo. A reforma marcou o início do processo de assumir essa propriedade do Patriarcado“.

Na verdade,  o apoio  do  prefeito de Diyarbakir Osman Baydemir, de origem curda, foi fundamental. Construída em 1376, Sourp Giragos é a maior igreja armênia no Oriente Médio. Durante o genocídio, a torre do sino foi demolida sob o pretexto de que era maior do que os minaretes das mesquitas da cidade.  A Igreja foi usada como armazém dos bens confiscados dos armênio. Após a Primeira Guerra Mundial, o Sumerbank, um banco estatal, usou a igreja como espaço de armazenamento de equipamentos e papéis.

Der Boghos Baronian, em entrevista ao Portal Estação Armênia diretamente de Istambul, afirmou que a torre foi feita em tempo recorde. Ele esteve em Mardin e outras cidades e destaca que essa busca pela retomada das propriedades armênias é tão intensa quanto foi em Diyarbakir.

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