Presidente Armen Sarkissian exige a renúncia do governo atual e pede eleições parlamentares

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Na última segunda-feira, dia 16, o Presidente da República da Armênia, Armen Sarkissian, em um vídeo dirigido à nação armênia exigiu a renúncia do governo atual e pediu eleições parlamentares antecipadas.

Veja abaixo a mensagem do vídeo

“Caros compatriotas na Armênia, Artsakh e a Diáspora,

Os armênios em todo o mundo estão atualmente vivendo um dos momentos mais decisivos na história milenar de nossa nação. As metas que buscávamos nacionalmente após a tão esperada independência da pátria foram abaladas. Perdemos a guerra que nos foi imposta, tanto no campo de batalha como na arena pública diplomática e internacional.

Mais uma vez, ofereço minhas condolências às famílias e parentes das vítimas e desejo aos feridos uma rápida recuperação. Somos filhos de um povo que sobreviveu ao genocídio e o superou. A batalha pode ser perdida, mas é inadmissível perder como nação.

Nossa casa incendiou em nossas próprias mãos, a pátria perdida pode ser restaurada de uma só maneira, redescobrindo a nossa vitória, construindo um estado do qual todos estaremos verdadeiramente orgulhosos. E podemos fazer isso com confiança, avaliando com sobriedade a situação, aprendendo com os erros cometidos, nos juntando ao avivamento nacional.

Quaisquer que sejam as diferenças em nossas avaliações do passado, é claro que estamos enfrentando problemas sem precedentes.

Artsakh está gravemente ferida. Temos uma sociedade turbulenta. A vulnerável economia está sobrecarregada com enormes problemas sociais. Há uma catástrofe humanitária como resultado do grande fluxo de pessoas transferidas de Artsakh para a Armênia. A situação causada pela epidemia é muito complicada.

No final, o espírito armênio foi ferido em qualquer canto do mundo. Nosso país hoje não é mais o país que tínhamos no dia 26 de setembro, nem mesmo o que tínhamos no dia 8 de novembro. Não podemos ignorar esta realidade e continuar a viver uma vida normal.

Nos últimos dias, de acordo com a necessidade do momento, realizei dezenas de consultas políticas, reuniões com forças parlamentares e extraparlamentares, várias organizações não governamentais e particulares. Tive conversas telefônicas com nossos compatriotas de diferentes estruturas da Diáspora.

A maioria absoluta dos participantes destas reuniões concorda com uma questão: a renúncia ou rescisão do Primeiro-Ministro de acordo com a Constituição – eleições parlamentares antecipadas.

É óbvio que, apesar do fim da guerra, a República de Artsakh, a República da Armênia e todo o povo armênio estão entrando em um período de novas provações em que cada erro pode ter consequências catastróficas. Na situação atual, não há outra alternativa ao povo armênio do que estar unido.

Hoje em dia, cada um de nós, especialmente políticos, governantes, deve ter um alto nível de responsabilidade e moderação, concentrando nossos esforços exclusivamente em encontrar maneiras de superar a crise. Nesta situação, quero recorrer à aplicação da lei.

Vocês têm uma grande responsabilidade hoje, antes de mais nada, em garantir a ordem no nosso país, ser forte, decididos, mas ao mesmo tempo, sempre, em todas as ocasiões, lembrando que na tua frente está a tua irmã ou irmão. Qualquer desvio, qualquer violação da lei, é inaceitável e imperdoável. Apelo a vocês para defender e proteger a lei: agir na legalidade.

Minhas observações com base em reuniões e consultas são as seguintes:

Dada a situação atual, o imperativo de superá-la com dignidade, ouvindo a demanda pública, fica evidente que para evitar que o país se abale, são inevitáveis eleições antecipadas da Assembleia Nacional.

Neste contexto, na minha opinião, a única abordagem responsável pode ser avaliar objetivamente o próprio potencial do governo pela força política no poder, apresentar um roteiro em um curto espaço de tempo, que fornecerá prazos para iniciar processos constitucionais relevantes, que irão permitir eleições parlamentares antecipadas. A gestão será entregue a um governo de Acordo Nacional altamente qualificado.

Para a República da Armênia, a República de Artsakh e todo o povo armênio que vive em diferentes países do mundo, minhas observações acima mencionadas são destinadas a superar a crise nestes dias difíceis e baseadas exclusivamente nos interesses nacionais.

Espero que todas as forças políticas se dêem conta da responsabilidade do momento, cumpram sua parte da missão histórica com dignidade. Gostaria de lembrar que hoje todos estão por trás da Armênia, tanto nossos amigos quanto nossos inimigos. Não temos outra tarefa senão fortalecer nosso país.

Não temos escolha a não ser unir o povo sem insistir em qualquer passo que ameace dividir a sociedade. Somente através da unidade seremos capazes de dar as costas ao fardo da derrota, para mostrar a nós mesmos, às gerações futuras e à comunidade mundial como filhos de uma nação que é impossível derrotar.

Estou confiante de que o povo armênio sairá desta difícil situação com honra e vitória.

Deus abençoe a todos nós.”

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