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Assassino de Dink afirma que Orhan Pamuk seria o próximo alvo

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Via Asbarez

O mentor do assassinato de Hrant Dink disse ao jornal Tarif que o Nobel de literatura Orhan Pamuk seria o próximo alvo do grupo, de acordo com o periódico Today’s Zaman.

Orhan Pamuk, escritor turco laureado com o Nobel de literatura em 2006

Yasin Hayal, que foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio, disse que o plano de assassinar Pamuk foi frustrado com a comoção pública e repercussão internacional do caso de Dink.

Quando Hayal foi preso e apareceu na Corte em 2007, ele disse “Ohran Pamuk deveria tomar cuidado”.

Hayal elaborou esses planos há cinco anos atrás, em sua cela na prisão. Ele explicou que Erhan Tuncel, que trabalhava como informante para a polícia de Trabzon e foi preso após o assassinato de Dink (e logo liberado) disse a ele: “Hrant Dink e Orhan Pamuk são perigosos para essa nação. Eles devem ser mortos. Mas Dink é a prioridade”.

Em janeiro, Samsat foi condenado a 22 anos e 10 meses de reclusão, enquanto Hayal pegou prisão perpétua por ter incitado Samsat a cometer o homicídio. Tuncel não foi considerado culpado pelo assassinato de Dink.

Hayal disse que ele bolou o pano contra Pamuk baseado nas ideias de Tuncel.

De acordo com o jornal Taraf, Hayal expressou arrependimento por ter feito tais declarações sobre Pamuk, os quais foram resultado de ignorância, segundo ele.

“As declarações foram frutos da juventude e ignorância. Se eu puder sair desse lugar um dia, eu o visitaria [Pamuk] e beijaria suas mãos [um gesto de respeito na cultura turca] e me desculparia com ele. Eu realmente sinto muito”, disse ele.

Em fevereiro de 2005, Pamuk disse a um jornal suíço “30 mil curdos e um milhão de armênios foram mortos nessas terras e ninguém além de mim fala sobre isso”. Seis indivíduos abriram um processo contra o romancista, incluindo o advogado ultranacionalista Kemal Kerincsiz que é suspeito no caso no plano de golpe do grupo Ergenekon contra o governo turco. Os outro cinco disseram ser parentes de soldados mortos durante a luta turca contra o “terrorismo”. Eles alegaram que Pamuk “acusou todo o povo turco”.

A princípio, o processo foi rejeitado pela corte em Sisli, um distrito de Istambul. Então os autores apelaram para a Suprema Corte de Apelações. Em 2009, a corte de Sisli revalidou o processo e em 27 de março de 2011, condenou Pamuk a pagar uma compensação aos autores da ação.

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