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O Grito que Ecoa – O Genocídio pelo Mundo

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Portal Estação Armênia fez um resumo de tudo que aconteceu nos principais países com descendentes de Armênios nessa semana de rememoração aos trágicos acontecimentos de 24 de Abril de 1915.

Índia

A comunidade armênia da Índia, membros da igreja, estudantes, professores e funcionários do Colégio e Academia Filantrópica Armênia localizada na Santa Igreja Armênia de Nazaré, Kolkata, Índia, participaram das rememorações aos 1,5 milhão de mártires.
O Rev. Padre. Khoren Hovhannisyan, Pastor dos armênios na Índia e Gerente do Colégio e Academia Filantrópica Armênia presidiu o serviço de requiem que foi oferecido para o repouso de almas dos mártires do Genocídio, no memorial de mármore erguido em memória das vítimas do Genocídio no jardim da igreja.
Os fiéis oraram pela paz das almas dos mártires e curvaram-se para depositar flores no memorial, que foi erguido em 1965 para rememorar o 50 º aniversário do Genocídio Armênio.

França

Centenas de cidades e vilas francesas organizaram eventos dedicados ao 97º aniversário do Genocídio Armênio.
Uma liturgia de luto em memória das vítimas do genocídio aconteceu na Catedral de Notre Dame em Paris. Logo após, o bispo Eric de Moulins-Beaufort realizou um sermão. O evento contou com a presença do Embaixador da Arménia na França Vicken Tchitetchian, o primeiro ministro francês Patrick Devedjian e representantes de autoridades municipais e nacionais. Dezenas de placas informavam os visitantes sobre o primeiro Genocídio do século XX, bem como as mortes de armênios em Sumgait, Kirovabad, Baku e Maragha.
As cidades francesas de Marseilles, Lyon, Bordeaux, Nice, Grenoble, Montpellier, Cannes, Toulouse, Valence, Aix-en-Provence, Toulon, Avignon, Issy-les-Moulineaux, Alfortville, Clamart, Meudon entre outras também realizaram cerimônias fúnebres.
Dezenas de palestras foram realizadas sobre o Genocídio Armênio e sobre a política de negação. Liturgias de lamentação foram ministradas em mais de 40 igrejas armênias na França.

Holanda

Os holandeses da União da Juventude Garegin Njdeh organizaram uma procissão com tochas até a embaixada da Turquia em Hague.
O evento começou com a procissão na praça Het Plain em frente ao prédio do parlamento neerlandês.
Os participantes da marcha se dirigiram para a embaixada da Turquia, com faixas de “Justiça para 1,5 milhão de vítimas do Genocídio Arménio” e cantando músicas folclóricas da Armênia.
Logo após os ativistas acenderam velas no formato do número 1 500 000.

Geórgia

Uma manifestação pacífica foi realizada na frente do edifício do parlamento da Geórgia. O evento foi iniciado pelo Centro Cultural e Educacional Hayartun na Diocese da Igreja Apostólica Armênia, com a presença da Comunidade Armênia da Geórgia, o Congresso Nacional dos armênios da Geórgia e da Assembléia de armênios Tbilisi.
Os participantes organizaram um flash mob no centro de Tbilisi, construindo uma cruz de velas e executando uma dança nacional em completo silêncio.
Além disso, os manifestantes passaram uma mensagem pedindo o reconhecimento e a condenação do Genocídio Aarménio ao parlamento georgiano.

Libano

Dezenas de milhares de armênios se reuniram em frente a embaixada turca libanesa em Rabieh, Metn, queimando bandeiras turcas e chamando a Ancara para reconhecer o Genocídio de 1915.
Funcionários do Ministério do Interior disseram que entre 20.000 e 25.000 pessoas participaram da manifestação que partiu da Igreja Católica Ortodoxa Armênia em Antelias, Metn, e terminou na embaixada turca.
O enorme protesto assustou a embaixada da Turquia que pediu uma mudança no regime de segurança nas imediações da embaixada. A multidão foi separada por duas fileiras de cercas de arame farpado e centenas de policiais. Nenhum incidente ocorreu durante o protesto.
Os manifestantes gritavam slogans anti-turcos e atearam fogo a, pelo menos, seis bandeiras turcas.
Os organizadores conseguiram manter a situação sob controle e pediram moderação.
Chefe do Conselho Central Maronita, o ex-ministro Wadih Khazen, rememorou as vítimas do Genocídio cometido pelas mãos do Império Otomano, comparando o sofrimento que o Líbano sofreu em sua busca pela liberdade.

Suécia

A diáspora armênia da Suécia marchou pelas ruas de Estocolmo.
A igreja armênia de Estocolmo ministrou uma liturgia para as vítimas inocentes do Genocídio, que foi seguida por uma exposição de fotos.
A exposição contou com obras de artistas escandinavos que testemunharam o Genocídio em 1915. O evento destaca cartas e outros materiais que transportam relatos de testemunhas oculares dos massacres. Os documentos históricos foram exibidos no Museu do Genocídio de Yerevan em 2011, com exposição em Estocolmo até 27 de abril.
Na noite de 24 de abril, com mais de 300 presentes, houve a exibição de filmes de sobreviventes do Genocídio, entre eles a de Suzanne Khardalian, “As tatuagens da vovó”.

Grécia

Em Atenas uma marcha foi organizada pela juventude da Tashnagtsutyun. Os participantes percorreram as cidades centrais de Atenas parando na embaixada Azeri. Manifestantes gritavam “Karabakh é nosso” e “Karabakh pertence aos armênios.”
Mais tarde, os manifestantes se dirigiram a embaixada turca, no entanto, policiais bloquearam a passagem. Enquanto o protesto seguia, os manifestantes foram parados por uma nuvem de gás lacrimogêneo, na mais covarde e lamentável reação policial aos protestos esse ano.
Os manifestantes, em seguida, marcharam para o Parlamento Grego, onde expressaram um protesto contra a alta pressão turca sobre as autoridades gregas.
Hay Dat emitiu uma declaração condenando o tratamento do governo grego a manifestação pacífica dos armênios.

Irã

Centenas de armênios se reuniram na manhã de 24 de abril em Teerã para rememorar o genocídio de 1915. O Arcebispo Sebouh Sarkissian disse que mesmo decorrido quase um século os armênios do mundo todo nunca vão esquecê-lo. Membros do corpo diplomático armênio no Irã, parlamentares de origem armênia e toda a comunidade renderam suas homenagens aos mártires depositando uma coroa de flores no monumento. Nos discursos era corrente a exigência do reconhecimento do genocídio pelo governo turco.

Tel –Aviv/ Israel

No dia 23 de abril os armênios de Tel Aviv organizaram uma carreata que culminou com uma manifestação de mais de 200 pessoas na porta da Embaixada turca. Os manifestantes exigiam o reconhecimentos do genocídio. De lá eles seguiram para a Igreja Armênia onde rezaram pelas vitimas do hediondo crime contra a humanidade sofrido pelos armênios em 1915.

Rede de TV AL JAZEERA

No dia 24 de abril esse importante canal de televisão árabe transmitiu o documentário 1915 Shared Suffering, que conta a história de Hrant Dink, jornalista armênio assassinado em Istambul em 2007 por defender o reconhecimento do genocídio armênio.

Damasco / Síria

Mesmo sobre o clima de tensão no país a comunidade armênia participou ativamente das homenagens aos mártires de 1915. Com a presença de importantes personalidades como o Embaixador da Armênia Arshak Poladyan e a escritora Nora Arissian os manifestantes se dirigiram ao cemitério armênio para uma emotiva liturgia. Na noite de 24 de abril a escritora Nora Arissian brindou a todos com uma importante palestra sobre a luta do povo armênio.

Rússia

A Associação da Juventude Armênia de Moscou realizou uma ação de protesto no aterro Taras Shevchenko na capital russa para comemorar as vítimas do Genocídio.
“Esta ação visa demonstrar a solidariedade da juventude armênia e atrair a atenção de Moscou e de sociedade russa a esta questão”, dizem o os organizadores.
O evento reuniu centenas de pessoas, principalmente os jovens estudantes de universidades de Moscou, assim como pessoas de diferentes nacionalidades e grupos etários.
A ação começou com um minuto de silêncio em memória dos que morreram durante o Genocídio. Em seguida, os participantes tiraram seus casacos, e a multidão parecia estar vestido de vermelho, simbolizando o derramamento de sangue cometidos pelos Jovens Turcos em 1915.
Após isso, os organizadores e participantes da ação desenrolaram um cartaz preto enorme dizendo: “O Genocídio Armênio de 1915 é um crime sem prazo de prescrição. A justiça triunfará “.
O evento foi sancionada previamente e realizada no âmbito do enquadramento legal.

Em Pyatigorsk, sul da Rússia, Nos dias 19 e 20 de abril foi realizada na Universidade Estatal de Pyatigorsk uma conferência sobre a identidade armênia nos dias de hoje com o apoio do conselho da comunidade local. Ruzanna Makaryan ,conselheira para assuntos da juventude, informou que diversas autoridades da província como deputados e representates governamentais estiveram presentes a Igreja prestando solidariedade e apoiando a luta pela Causa Armênia

Alemanha

Os armênios de Berlim organizaram uma manifestação de protesto na mesquita turca, local de enterro dos orquestradores do Genocídio, Cemal Pasha e Behaeddin Shakir.
“Cidadãos turcos estavam entre os que nos ajudaram a organizar o evento. O evento, coberto pela mídia alemã, abrigou gregos, alemães, curdos, assírios, bem como representantes de 60 organizações”, disse Jirayr Kocharian.
Além disso, coroas de flores foram colocados em frente à embaixada da Turquia em Frankfurt.

Bielorrússia

As organizações armênias na Bielorrússia em conjunto com a Embaixada da Armênia se organizaram perto do Khachkar erguido no Cemitério Militar de Minsk.
Representantes de várias comunidades nacionais participaram do evento.
O embaixador armênio da Bielorrússia Armen Khachatryan e chefes das organizações armênias fizeram discursos após a cerimônia de colocação da coroa de flores.

Jerusalem

Ruben Nalbandian disse que no dia 24 de manhã eles oraram para o repouso das vítimas do Genocídio, seguido de uma ação de protesto em frente à embaixada da Turquia em Jerusalém e um evento de luto com franceses armênios participando.
Entre 250-300 pessoas, incluindo judeus e árabes, participaram do evento rememorativo. Yair Tzaban, ex-ministro da Absorção de Imigrantes de Israel também esteve no evento.

Polônia

Os participantes realizaram uma marcha de luto que recebeu tanto de armênios de Varsóvia quanto numerosos poloneses, a marcha aconteceu por iniciativa do pastor chefe da Igreja Apostólica Armênia na Polônia, Padre Tachat Tsaturyan. A manifestação foi pacífica ereuniu milhares de armênios e poloneses. O percurso começou na Igreja de St. Mary, em Varsóvia, onde uma liturgia de luto foi realizada. A marcha terminou em frente ao prédio da embaixada turca, com orações para o repouso das almas das vítimas do Genocídio.

Ucrânia

Os eventos começaram em Kiev no dia 13 de abril, com o centro de imprensa da Agencia de Notícias Ucranianas abrigando a mesa redonda: “O Genocídio Armênio: Impunidade implicando na repetição do crime “.
No 24 de abril, todas as igrejas e capelas armênias na Ucrânia ministraram liturgias em memória das vítimas inocentes do Genocídio Armênio.

Inglaterra

Cerca de 350 pessoas tomaram as ruas de Londres no dia 21 de abril. Os manifestantes carregavam bandeiras armênias e britânicas e cantavam “Never Again”, “reconheçam o Genocídio Arménio” e “Queremos justiça.” Alguns estavam segurando fotografias do editor morto do jornal Agos, Hrant Dink.
Os funcionários da embaixada armênia em Londres também se juntaram aos manifestantes, que exigiam a inclusão da história do Genocídio Armênio no currículo escolar do Reino Unido.
A marcha terminou no Memorial Glorioso Morto, onde os participantes depositaram flores e uma oração.

Turquia

Mais de 1000 pessoas se reuniram na Praça Taksim, em Istambul, na Turquia, para homenagear as vítimas do Genocídio Armênio na noite de 24 de abril.
A manifestação começou às 19:15 horas e durou cerca de meia hora sob o lema “Não ao racismo”. Os participantes, armênios entre eles, estavam sentados no chão em sinal de protesto. Alguns dos manifestantes estavam segurando fotos de Hrant Dink, o editor assassinado do jornal armênio-turco Agos .
Enquanto isso, representantes do partido de oposição turca Halk Kurtulush Partisi, ou HKP (Partido Popular de Libertação), ocuparam o centro da praça com cartazes dizendo “Genocídio Armênio é uma mentira”.
Os policiais com cassetetes fizeram uma barreira entre os dois grupos para evitar confrontos.

EUA

Armênios-americanos de toda a área da Grande Washington se reuniram em frente à Casa Branca poucas dias antes do pronunciamento anual do presidente Obama sobre o 24 de Abril, pedindo-lhe para honrar sua promessa de caracterizar adequadamente o assassinato de 1,5 milhão de armênios pelo governo turco otomano como Genocídio.
Porém, o que se viu foi o acovardamento pela quarta vez seguida do presidente, chamando mais uma vez de “atrocidades” os trágicos acontecimentos de 1915.
“Hoje, comemoramos o Yeghern Meds, uma das piores atrocidades do século 20. Ao fazer isso, honramos a memória dos armênios 1,5 milhões que foram brutalmente massacrados ou marcharam para a morte nos últimos dias do Império Otomano. Ao refletirmos sobre o sofrimento indizível que ocorreu 97 anos atrás, nós nos juntamos milhões de pessoas que fazem o mesmo em todo o mundo e aqui na América, onde é solenemente comemorada pelos nossos estados, instituições, comunidades e famílias. Através de nossas palavras e nossas ações, é nossa obrigação de manter a chama da memória daqueles que pereceram ardendo e para garantir que esses capítulos sombrios da história nunca se repitam “, disse Obama
Nova York e Nova Jersey tiveram a participação de parlamentares, representantes dos estados, cientistas e estudantes conduzindo pesquisas sobre o assunto.
Uma exposição na Universidade de Bergen marcou o início dos eventos, seguida de um evento sobre prevenção do genocídio no Escritório das Nações Unidas e uma liturgia ministrada na Catedral St. Vartan. Representante permanente da Armênia na ONU, Karen Nazarian também participou dos eventos.
Por iniciativa dos estudantes armênios de universidades de NY, encontros de rememoração e exibição de filmes sobre o genocídio foram realizados em consonância com os eventos oficiais.

Brasil

São Paulo viu a sua maior manifestação pública das últimas décadas, um total de 340 pessoas se reuniram na Av. Paulista (centro comercial da cidade) e marcharam pela avenida, além de entoarem gritos e canções.
Além disso, São Paulo também abrigou os eventos de homenagem aos mártires organizados pelas igrejas e um grupo de jovens se reuniu em frente ao consulado turco para protestar. Veja Mais
No Rio de Janeiro ocorreu uma missam em homenagem aos mártires na Igreja Nossa Senhora do Parto.

Armênia

A tradicional procissão de velas em comemoração às vítimas do Genocídio Armênio aconteceu em Yerevan. Os participantes do evento, organizado pelo Tashnagtsutyun. marcharam até o memorial Tsitsernakaberd.
Participantes da manifestação queimaram uma bandeira da Turquia para protestar contra a recusa da Turquia de reconhecer o Genocídio. A bandeira queimando serviu para acender as tochas de fogo.
Esta é a procissão das tochas 13 em Yerevan
Também aconteceu a tradicional procissão ao Tsitsernakaberd, onde os presentes deixaram suas flores no centro do monumento.

Esses e muitos outros gritos foram e estão sendo dados ao redor do mundo. Essa é a maior prova que o Genocídio Armênio aconteceu, não são arquivos ou documentos, a maior prova é a diáspora é cada um de nós, é nés estarmos aqui hoje, dando nosso próprio grito em busca de justiça.

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