Home Da Redação Starbucks removerá imagem que mistura vestimentas armênias sob bandeira turca de suas lojas

Starbucks removerá imagem que mistura vestimentas armênias sob bandeira turca de suas lojas

por Asbarez

10983423_10152575475801744_8277164932279945680_n (1)Enquanto pediam suas bebidas na manhã desta quarta-feira, dia 18, muitos clientes da Starbucks ficaram chocados ao ver cartazes retratando mulheres vestindo trajes tradicionais armênios sob a lua crescente e estrela turcas.

Após questionado pelo jornal Asbarez, um porta-voz disse que a Starbucks já começou a retirada dos cartazes ofensivos e pediu desculpas por perturbar seus clientes.

“Servir como um lugar para a comunidade se conectar é fundamental para o nosso negócio e nos esforçamos para ser localmente relevante em todas as nossas lojas. Perdemos essa marca aqui e pedimos desculpas por perturbar os nossos clientes e a comunidade. Removemos esta arte em nossa loja Mulholland & Calabasas em Woodland Hills e estamos trabalhando para consertar isso”, disse um porta-voz da Starbucks ao Asbarez por e-mail. O porta-voz disse que a empresa estava “fiscalizando para garantir que esta imagem não esteja em quaisquer outros locais da Starbucks.”

A Starbucks não fez comentários sobre o que levou a empresa a exibir os cartazes.

A rápida resposta a esta questão também pode ser atribuída a uma onda de protestos em mídias sociais de armênios que foram insultados com a surpresa do que parecia ser falta de sensibilidade da Starbucks, uma empresa que se orgulha de justiça social e as questões sociais. O Comitê Nacional Armênio da América – Região Oeste lançou imediatamente uma campanha nas redes sociais instigando seguidores para documentar locais aonde viras as imagens e usassem a hashtag #BoycottStarbucks para chamar a atenção da Starbucks.

A Starbucks começou a enfrentar um debate quando posts furiosos começaram a circular no Facebook e no Twitter, alguns pedindo um boicote da maior varejista de café do mundo. Este foi mais um sinal de ativismos coletivos por parte da comunidade armênia.

Ao abordar a questão com a Starbucks, o Asbarez apontou para muitas ações do governo turco que estavam em forte contraste com as normas de ética da empresa.

“Por que a Starbucks promove um país que no ano passado foi considerado como o maior carcereiro de jornalistas; desligou o Twitter e YouTube em sua campanha para oprimir a liberdade de expressão; prendeu manifestantes que pediam reforma; cujo presidente pediu a legislação para categorizar as mulheres como cidadãs de segunda classe; e continua a negar o Genocídio Armênio, que matou mais de 1,5 milhões de pessoas em 1915, entre outras coisas, que incluem chamar Israel de estado terrorista?”, perguntou o Asbarez à comunicação corporativa da Starbucks.

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