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Informativo Armênia N°06 – Julho de 2013

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Informativo Armênia

ARMÊNIA 2013
ANO XIII – Nº 6
Julho de 2013 

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PARA ENTENDER O MUNDO ATUAL 

Vive-se em um mundo atordoado por conflitos intermináveis. Que forças movem o ser humano para destruir seu habitat e sua própria espécie? Protagonistas da História, não são os homens, paradoxalmente, vítimas dos próprios instintos e engendramentos bélicos, enquanto que simultânea e sucessivamente, retomam os debates sobre a Paz?

O Informativo ARMÊNIA 2013 traz nesta 6ª edição, a par das notícias, pesquisas e ideias sobre o contexto atual em que vivemos, para entender a realidade histórica mundial onde nós, como armênios, também estamos inseridos.

Para conhecimento dos leitores, no dia 20 de julho, houve uma palestra do jornalista da revista “Isto É”, Klester Cavalcanti, sobre o “Jornalismo em Zonas de Conflito”, realizada na Livraria Cultura, Loja das Artes e o livro de sua cobertura da guerra civil na Síria, “Dias de Inferno na Síria”, obra recém lançada. Vide os comentários extraídos da Internet.

Repassamos, também, as valiosas informações do historiador Heitor Loureiro, sobre o livro preparado coletivamente – “Conflitos armados, massacres e genocídio”, do qual faz parte com suas pesquisas sobre o genocídio armênio. O lançamento da obra está previsto para os dias 2 e 3 de setembro, na USP, em local a ser definido posteriormente.

Carlos Daghlian, professor e membro de nossa equipe, forneceu-nos notícias culturais e de relações diplomáticas na Armênia, bem como um fato histórico curioso sobre um príncipe otomano, sua relação com Talaat Paxá e o Genocídio Armênio. Informamos, ainda, com tradução de um artigo do “Le Monde.fr”, sobre o deslocamento dos refugiados armeno-sírios para a Armênia e a receptividade do governo armênio.

Agradecendo a todos que colaboraram para esta edição, desejamos aos leitores, uma boa leitura. 

Sossi Amiralian

“Conflitos armados, massacres e genocídio”- Lançamento de livro 

Texto: Heitor de Andrade Carvalho Loureiro
É com enorme satisfação que noticio o lançamento do livro “Conflitos armados, massacres e genocídios: constituição e violações do direito à existência na era contemporânea” (Belo Horizonte: Fino Traço, 2013), organizado pelos professores Rodrigo Medina Zagni e Andrea Borelli, para o qual contribuíram importantes estudiosos dos conflitos e morticínios na era contemporânea. Eu tive o prazer de escrever o segundo capítulo sobre o Genocídio Armênio.
Já é possível encontrar a obra nas principais livrarias bem como comprá-lo via internet, pelo próprio site da editora, clicando aqui!
Vamos realizar o lançamento do livro na USP, em evento que ocorrerá nos dias 2 e 3 de setembro e que está ainda em fase de estruturação. 

Seguem mais informações sobre a obra:

Conflitos armados, massacres e genocídios: constituição e violações do direito à existência na era contemporânea é resultado de um esforço coletivo realizado por pesquisadores das mais diversas áreas das Ciências Humanas e Sociais, que têm se dedicado aos problemas da guerra e da paz, dos morticínios e de demais problemas decorrentes dos conflitos armados na era contemporânea, como deslocamentos populacionais, as condições de refugiados de guerra, a atuação das organizações internacionais, do Tribunal Penal Internacional, das organizações não-governamentais de ajuda humanitária, a atuação do terrorismo internacional etc.
Produzindo seus estudos a partir de distintas áreas de conhecimento e ambientes institucionais, nesta obra diferentes olhares possibilitam uma compreensão mais abrangente acerca de processos complexos e que refundam as sociedades humanas a partir da destruição e reconstrução de suas teias de sociabilidade, a partir do pior e do melhor que a condição humana pode dizer de si mesma.

Nesta obra, diferentes olhares de autores cuja composição é inter e multidisciplinar, trabalham com o espinhoso tema dos conflitos armados, processos morticidas e genocídios que tiveram curso na era contemporânea, trazendo para o leitor um panorama geral do que foi, nessa perspectiva, o período que se estende da Grande Guerra, em 1914, até o presente, e cuja maior parte (de 1914 a 1989) foi caracterizada por Eric Hobsbawm como uma “era de catástrofes”.

Trata-se de uma proposta temática de extrema relevância fundamentalmente porque o período tratado foi palco, além de inúmeros conflitos localizados, de duas guerras mundiais e nas quais tiveram lugar dois genocídios paradigmáticos: o Genocídio Armênio e o Holocausto Judeu, e cujo término foi marcado pelos ataques morticidas a Hiroshima e Nagazaki; as quatro longas décadas de Guerra Fria, que impôs à humanidade reais possibilidades de destruição civilizacional e que, na forma das ditaduras militares que varreram o Cone Sul, apresentaram ao mundo o fenômeno brutal do “terrorismo de Estado”; bem como aos conflitos étnico-nacionalistas dos Bálcãs à África, onde se reinventou, por exemplo, o estupro como arma de guerra, e Oriente Médio, onde segue irresoluto o conflito israelo-palestino.
Em um mundo convulsionado por crises sistêmicas, amargando o perigo de um conflito termo-nuclear, onde conflitos étnicos se agudizam e fundamentalismos (dos Estados a atores não-estatais) desvelam a ausência de interlocutores para os necessários processos de paz, é preciso revisitar nosso passado recente a fim de identificarmos em distintos processos morticidas padrões referenciais que nos possibilitem compreender o mundo contemporâneo, pré-requisito essencial para ultimar qualquer projeto de transformação social. 

Com este escopo, visitaremos os mais dramáticos eventos que marcaram o séc. XX: o Genocídio Armênio (de 1915 a 1923); o Holocausto Judeu (de 1938 a 1945); as bombas de Hiroshima e Nagasaki (em 1945); as ditaduras militares no Cone Sul (durante as décadas de 1960 e 1970); o Genocídio de Ruanda (em 1994), o Genocídio de Srebrenica (em 1995); o conflito Israelo-Palestino (de 1947 até o presente); e as violações de direitos perpetradas no contexto de “Guerra Preventiva ao Fundamentalismo”, levada a cabo pelos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Sumário:

APRESENTAÇÃO
Rodrigo Medina Zagni e Andrea Borelli

CAPÍTULO 1 – NÃO MATARÁS! 
Mara Selaibe

CAPÍTULO 2 – GENOCÍDIO ARMÊNIO (1915-1923): MASSACRE, DEPORTAÇÕES E EXPROPRIAÇÃO
Heitor de Andrade Carvalho Loureiro

CAPÍTULO 3 – AS PROFUNDEZAS DO INTANGÍVEL: RELAÇÕES ENTRE O ANTISSEMITISMO RELIGIOSO E O ANTISSEMITISMO CIENTÍFICO NA JUSTIFICATIVA NAZISTA PARA A SHOA 
Rodrigo Medina Zagni

CAPÍTULO 4 – O UNIVERSO CONCENTRACIONÁRIO NAZISTA DE 1933 A 1945 E A IMPLEMENTAÇÃO DA “SOLUÇÃO FINAL DA QUESTÃO JUDAICA”, 1941-1945 
Ania Cavalcante

CAPÍTULO 5 – A PERSEGUIÇÃO E O GENOCÍDIO DE CIGANOS DURANTE O HOLOCAUSTO 
Ania Cavalcante

CAPÍTULO 6 – UM CRIME SEM NOME: RAPHAEL LEMKIN E O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DE GENOCÍDIO
Andrea Borelli

CAPÍTULO 7 – O DR. FANTÁSTICO E AS ARMAS NUCLEARES NO SÉC. XX 
André Lopes Loula

CAPÍTULO 8 – TERRORISMO DE ESTADO NO CONE SUL: ALGUMAS APROXIMAÇÕES PARA O ESTUDO DE UMA VIOLÊNCIA DE NOVO TIPO NO SÉCULO XX 
Oscar Destouet

CAPÍTULO 9 – A NOVA GUERRA DOS CEM ANOS 
Samuel Feldberg

CAPÍTULO 10 – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O GENOCÍDIO EM RUANDA 
Flávio de Leão Bastos Pereira

CAPÍTULO 11 – O GENOCÍDIO EM SREBENICA 
Flávio de Leão Bastos Pereira

CAPÍTULO 12 – OS LIMITES DO COMANDO NA GUERRA PREVENTIVA AO FUNDAMENTALISMO 
Antonio Roberto Espinosa

CAPÍTULO 13 – DE ÁSIA CENTRAL A ORIENTE MÉDIO: UM CENÁRIO CONTINUADO DE CRISE E DE CATÁSTROFES 
Osvaldo Coggiola

Best Sellers na Armênia – 
Texto: Carlos Daghlian

Na primeira semana deste mês, Vahe Arsen, escritor e professor da Universidade Estatal de Yerevan, listou os 25 livros preferidos pelos atuais leitores armênios. Em primeiro lugar, aparece O alquimista do escritor brasileiro Paulo Coelho, que foi traduzido para 67 línguas, com 30 milhões de exemplares vendidos, o que o incluiu no Guinness World Record, como o livro mais vendido por um escritor vivo. O professor diz, entretanto, que gostaria de ver a obra de Shakespeare e o Dom Quixote de Cervantes em sua lista, pois a qualidade é mais importante do que a quantidade. Em segundo lugar, está Minhas tristes putas, do colombiano Gabriel García Marquez, traduzido da versão russa. Em terceiro, Onde as rosas selvagens florescem, do escritor armênio Mark Aren, que reside em Moscou.

Fato muito positivo, em quarto lugar, aparece “a pérola da literatura medieval armênia”, ou seja, O livro das lamentações, obra consagrada do poeta armênio Gregório de Narek (c. 951-1003), composto de 95 poemas com um total de 10.000 versos, que falam do sofrimento do povo armênio e de “suas conversas com Deus vindas do fundo do coração”; tratam de sua luta para chegar à comunhão com Deus, alcançada por meio de muitas imagens sutis. Depois da Bíblia, O livro das lamentações tornou-se a obra mais popular da literatura armênia, a ponto de ser conhecida apenas como Narek e, por muitos, considerada possuidora da virtude de curar.

Em quinto lugar, vem Sonhos de pedra, do escritor azeri Akram Aylisli. Este romance causou tanta celeuma no Azerbaijão que o presidente do país cassou o título de “Poeta do Povo”, que havia sido atribuído ao autor, além de cortar a pensão que ele recebia do governo e demitir sua esposa e filho, que eram funcionários públicos. O sexto lugar coube à novela O pequeno príncipe, considerada na França o melhor livro do século 20, sendo o livro francês mais lido e traduzido. Traduzido para mais de 250 línguas e dialetos, além do Braille, o livro recebeu mais de uma versão para o armênio. Em sétimo lugar, reaparece Sonhos de pedra, publicado por outra editora. Entre os 10 primeiros, estão também os romances , de Ashot Aghababyan, Adeus, passarinho, a história de um rapaz que voltou da guerra, de Aram Pachyan, e A volta de Kikos, de Armen Ohanyan.

Vahe Arsen espera que essa avaliação, que vem sendo feita há sete meses venha contribuir para melhorar o nível da leitura na Armênia.

Quando fui à Armênia há mais de 10 anos, ao entrar no avião quase lotado em Zurique (Suíça), antes de chegar ao meu lugar quase no fundo, notei que todos os passageiros, armênios com certeza (a cara não nega), estavam com um livro na mão, assim como eu e o meu vizinho, um historiador húngaro (armenólogo), cujo avô era armênio. Acho que só nós dois não lemos durante a viagem, pois conversamos o tempo todo; ele é poliglota e o seu inglês, perfeito. Eu não lhe perguntei que livro ele tinha na mão e nem ele me perguntou qual era o meu. Em uma livraria no centro de Yerevan, conversei com um professor americano da Universidade Americana de Yerevan, casado com uma armênia, que ali residia havia 9 anos. Ele disse, em tom de lamentação, que aquela livraria tinha sido 4 vezes maior até pouco depois do fim da União Soviética. Soube recentemente que as livrarias voltaram a crescer e que livros continuam a ser vendidos nas feiras. Quando estive no conservatório “Aram Khatchaturian”, um acadêmico me falou sobre o escritor Guilherme de Figueiredo e, em uma escola secundária que visitei, um funcionário me falou de Jorge Amado. Estes 2 escritores estiveram na Armênia ainda na época da União Soviética, décadas antes de Paulo Coelho, e também visitaram vários países do bloco soviético.

Armenpress  (5/7/13) e ADALIAN, R. P., Historical Dictionary of Armenia. Lanham, Maryland: Scarecrow, 2002.  (Adaptado)

 

O príncipe da Coroa Otomana foi morto porque se opunha ao Genocídio Armênio 

Harut Sassounian, editor do periódico California Courier publicou um artigo em que fala das circunstâncias estranhas em que ocorreu a morte do príncipe da coroa otomana em 1916 e sua relação com Talaat Paxá e o genocídio armênio. O autor foi levado a essa suposição por um artigo publicado em 3 de abril de 1921 em The Pittsburgh Press intitulado “Pacientemente procurado até o seu esconderijo e morto: Como o sanguinário grão-vizir turco, Talaat Paxá, que planejou o assassinato de um milhão de armênios, encontrou o seu destino”, a propósito do assassinato de Talaat Paxá pelo jovem armênio Soghomon Tehlirian em Berlim aos 15 de março de 1921. Esta ocorrência e o consequente julgamento de Tehlirian, que foi inocentado por um tribunal alemão, foi dramatizado no filme Mayrig, produzido pelo cineasta franco-armênio Henri Verneuil e estrelado por Omar Sharif e Claudia Cardinale. O que mais chamou a atenção do citado articulista foi um parágrafo como que oculto no meio do longo relato e que continha uma chocante revelação: “Talvez o fato mais estranho relacionado com a carreira de Talaat é que ele preparou o caminho rumo ao alto cargo que ocupou assassinando o herdeiro do trono, o príncipe da coroa Youssouf Eddine (Izzeddin), sobrinho do sultão reinante. O jovem príncipe havia protestado veementemente contra a política anunciada por Talaat do extermínio dos armênios. Vendo a possibilidade de uma séria oposição, Talaat atirou no príncipe como se este fosse um cachorro”.

Para certificar-se da veracidade dessa informação, o articulista recorreu a muitas fontes, em várias línguas, levando em conta as diferentes grafias do nome do príncipe, e verificou que a maior parte delas admitiam que o príncipe havia morrido em circunstâncias suspeitas, mas que apresentavam três versões diferentes para a sua morte prematura e encontrou um livro escrito em turco inteiramente dedicado ao caso, intitulado O príncipe da coroa foi morto ou cometeu suicídio?

A primeira versão é a publicada por The Pittsburgh Press. A segunda, é de que o  príncipe cometera suicídio cortando os pulsos. O governo dos jovens turcos emitiu o seguinte pronunciamento oficial em 3 de fevereiro de 1916: “Em consequência da doença de que sofreu por longo tempo, Sua Alteza Herdeiro do trono cometeu suicídio às sete e meia desta manhã no quarto do pavilhão do harém da casa de verão em Zindjirly, cortando as veias do braço esquerdo”.

Esse pronunciamento oficial foi recebido com ceticismo geral e suscitou uma terceira versão. O Ministro de Estado francês, Yves Guyot, declarou que a maioria dos que tomaram conhecimento da versão oficial, ficaram convencidos de que os jovens turcos fizeram o príncipe herdeiro cometer suicídio, suspeita confirmada por muitas fontes. Guyot e outros observadores afirmaram que o Ministro da Guerra Enver Paxá mandou matar Izzeddin por este ter feito oposição à aliança otomana com a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. “Depois do bombardeio de Odessa pela frota turca, Izzeddin manifestou sua reprovação de forma contundente. A partir deste momento, ele foi marcado para morrer”, escreveu o Ministro francês. Guyot também descreveu em detalhe uma reunião em 1915, da qual participaram Talaat, Enver e outros líderes dos jovens turcos, durante a qual Enver defendeu a eliminação do príncipe, que foi assassinado um dia antes de Enver partir para a Europa. Como diz em suas memórias, O Gólgota Armênio, o bispo Grigoris Balakian, proeminente sobrevivente do genocídio, o príncipe foi morto pelo grupo criminoso de Enver e Talaat e que o próprio Enver o matou na fazenda imperial de Balmonji. Tendo visto os cadáveres de milhares de soldados turcos na batalha de Dardanelos, o príncipe protestou dizendo a Enver que “Dardanelos é a sepultura do exército turco” e foi morto após apontar uma arma para Enver.

Os que pensam que o assassinato do príncipe é inverossímil devem ponderar que a intriga palaciana era prática comum durante a longa história do Império Otomano. Frequentemente os sultãos tramavam a morte de herdeiros astutos e irmãos rivais se matavam para facilitar a própria ascensão ao trono. Assim é que 15 dos 36 sultãos que reinaram, 3 abdicaram, 7 foram depostos e 5 foram mortos.

            Armenpress (adaptado)

 

Encontro do novo embaixador brasileiros com o primeiro ministro armênio

Edson Marinho Duarte Monteiro, embaixador extraordinário e plenipotenciário na Armênia, teve encontro com o primeiro ministro armênio, que o cumprimentou pela nomeação, desejou-lhe boa sorte e agradeceu a atitude amiga das autoridades brasileiras para com a comunidade armênia. O diplomata brasileiro, por sua vez, declarou sentir-se honrado por representar seu país na Armênia, uma nação amigável. Os interlocutores enalteceram o nível atual de cooperação entre os dois países e manifestaram o interesse em promover projetos conjuntos na área econômica bem como junto às organizações internacionais. 

Armenpress (Adaptado)

Leia mais em: http://estacaoarmenia.com.br/2013/presidente-sargsyan-recebeu-o-novo-embaixador-do-brasil-na-armenia/14673

ARMÊNIA – Um novo Alepo para os refugiados sírios

Para que os armênios que fugiram da guerra civil na Síria e se estabeleceram na Armênia “sintam-se em casa”, o governo armênio adotou um programa de construção de um bairro chamado “Novo Alepo”, relata o site EurasiaNet. Localizada a 20 km de Yerevan, capital da Armênia, a área que cobrirá 4,8 hectares, pode acomodar centenas de refugiados que, em sua maioria, vem da cidade de Alepo (a noroeste da Síria). “Metade do preço do apartamento será resolvido pelas partes interessadas, a segunda será apoiada pelo governo e as instituições de caridade armênios”, diz o site. Outros bairros sírios poderão emergir, porque 7.000 armênios da Síria já expressaram o desejo de instalar-se definitivamente na terra de seus antepassados. A esperança das autoridades é a de que sua chegada vá melhorar a situação econômica e demográfica na Armênia” (confrontados com uma baixa taxa de natalidade e alta emigração econômica) acrescenta o site. Antes de 2012, a diáspora armênia na Síria tinha mais de 100.000 membros.

(Courrier Internationale, um site do grupo Le Monde.fr, de 24.06.2013). Tradução: Sossi Amiralian

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