Home Da Redação Manifestação na Turquia deixa vários feridos após repressão policial

Manifestação na Turquia deixa vários feridos após repressão policial

Via G1, com informações da France Press

Foto AFP
Foto AFP

A polícia da Turquia usou gás lacrimogêneo e canhões de água nesta sexta-feira contra manifestantes que ocupavam um parque no centro de Istambul, deixando 12 feridos e 83 presos na mais recente repressão violenta a manifestações contra o governo.

O protesto no Parque Gezi começou na noite de segunda-feira após construtores cortarem árvores, mas ampliou-se para uma manifestação maior contra o partido islamita Justiça e Desenvolvimento (AKP), do primeiro-ministro Tayyip Erdogan (AKP).

A tropa de choque já havia entrado em confronto com dezenas de milhares de manifestantes no 1º de Maio, em Istambul. Também tem ocorrido protestos contra a posição do governo sobre o conflito na vizinha Síria, um agravamento recente das restrições à venda de bebidas alcoólicas e as advertências contra demonstrações públicas de afeto.

A polícia organizou uma incursão na madrugada contra os manifestantes que acampavam por dias o Parque Gezi, em revolta contra os planos para a construção de um shopping center, e nuvens de gás lacrimogêneo subiram ao redor da área na Praça Taksim, que tem sido um local de encontro para protestos políticos.

A Anistia Internacional disse estar preocupada com o que descreveu como “o uso excessivo de força” por parte da polícia contra o que começou como um protesto pacífico.

Erdogan está a frente de uma transformação na Turquia durante a sua década no poder, tornando a economia do país de propensa a crises para a de mais rápido crescimento na Europa. A renda per capita triplicou em termos nominais desde que o seu partido chegou ao poder.

Ele permanece, com folga, como o político turco mais popular e é visto por muitos como o líder mais poderoso desde Mustafa Kemal Ataturk, que fundou a moderna república secular sobre as cinzas do Império Otomano, 90 anos atrás.

A agitação está longe de ser o tipo de manifestação de massa visto em outras partes do Oriente Médio, ou até mesmo partes da Europa nos últimos anos, mas reflete uma preocupação crescente da oposição com o autoritarismo de Erdogan.

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