Home Agenda Magna Em 1990, os armênios se tornavam vítimas de outro massacre: “os pogroms” de Baku

Em 1990, os armênios se tornavam vítimas de outro massacre: “os pogroms” de Baku

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Entre os dias 13 e 20 de janeiro de 1990, a Nação Armênia foi sacudida pelas terríveis noticias dos pogroms* contra os armênios residentes em Baku, no Azerbaijão. Os neo-genocidas culpados dos acontecimentos daqueles tristes dias não foram punidos até agora e as autoridades azerbaijanas mentem quanto ao número de mortos. 

De acordo com os dados da Agência de Migração Armênia e da ONU, cerca de 418 mil armênios migraram para a Armênia vindos do Azerbaijão, 300 mil deles vivem na Armênia ainda hoje e compreendem mais de 10% da população total. 

Grigory Ayvazyan, representante da ONG Armênios do Azerbaijão, afirma que a guerra de Artsakh não foi apenas uma luta pela independência e liberdade, mas também uma luta para decidir a questão da nossa existência futura. Segundo ele o levante de Artsakh foi fundamental para não se repetirem os tristes acontecimentos de Baku,  onde moravam um grande número de armênios. Janeiro negro em Baku

Esses massacres em Baku em 1990 reproduziram a atmosfera de tensão, confronto e morte que já tinha vitimado os armênios em 1988 em Sumgait, cidade industrial ao norte de Baku onde parte considerável da população era de origem armênia.

Naqueles dias, a crise econômica da ex-URSS permitiu o renascimento de nacionalismos radicais. Os armênios defendendo seus direitos passaram a defender Karabakh gerando a ira de grupos xenófobos em Sumgait em 1988, e em Baku, em 1990.

O maior e mais grave problema é que esses grupos tinham o apoio de governantes azerbaijanos e de facções azeris do exército soviético que perpetraram cenas de barbárie e violência contra os armênios indefesos nessas duas cidades em 1988 e 1990, onde morreram mais de 20.000 armênios. 

*Pogrom – (do russo погром) é um ataque violento maciço a pessoas, com a destruição simultânea do seu ambiente (casas, negócios, centros religiosos). Historicamente, o termo tem sido usado para denominar atos em massa de violência, espontânea ou premeditada, contra minorias étnicas da Europa, porém é aplicável a outros casos, a envolver países e povos do mundo inteiro.

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